No Brasil, diferentemente, a TV nasceu comercial e cumpriu um excelente papel na integração nacional. Conviveu, a partir de 1964, com TVs estatais criadas pelo regime militar. Só agora, entretanto, surge o esforço para a transformação das TVs estatais federais, em parceria com as estaduais, em uma rede pública de televisão, segundo o conceito de que estas devem estar subordinadas à influência e controle da sociedade civil.
O debate sobre a criação de uma TV pública no Brasil sempre foi interditado por governos de plantão, às vezes pela oposição das emissoras comerciais. Hoje, as condições são, pela primeira vez, muito favoráveis. A chegada do país ao padrão digital amplia o espectro de canais disponíveis. O Governo Federal dispôs-se a viabilizar o projeto, cedendo seus canais (TVEs do Rio e do Maranhão, canal de São Paulo e Radiobrás) e destinando uma verba orçamentária de R$ 350 milhões para 2008. Sua empresa de comunicação, a Radiobrás, será incorporada pela EBC, gestora dos canais públicos (TVs, rádios e internet) ficando o Governo Federal com o canal NBR para a divulgação de seus atos.
Existe ainda um grande interesse das emissoras públicas estaduais e das TVs universitárias e comunitárias pela proposta de formarem uma rede com a TV Brasil. As emissoras comerciais, por sua vez, não estão fazendo pressão contra a TV pública. O que elas expressam, através da ABERT, é apenas a preocupação com a fonte de financiamento: a TV pública não pode e não deve ter publicidade comercial, de produtos e serviços,o que desvirtuaria sua natureza. E, por fim, existe hoje um grande interesse da sociedade pela criação desta nova televisão, ainda que haja ainda desinformação e confusão com a ideia de TV governamental.
Fonte: EBC
Otherwise, broadcasting in Brazil started as a commercial initiative and contributed for national integration. Coexisted, since 1964, with a public broadcasting created by the military government. Nevertheless, only now there's an attempt to transform the national public broadcasting stations, along with the local ones, in a public broadcasting network system, according to the concept that they should be subordinated to the influence and control of the civil society.
The debate about the creation of a public broadcasting system in Brazil was always influenced by the government, and sometimes by the opposition of commercial broadcasters. Today, for the first time, the conditions are favoring. The coming of the digital signal standard in the country amplifies the range of channel availability. Brazilian Government is committed to make the project viable, resigning its channels (TVE in Rio de Janeiro and Maranhão, São Paulo station and Radiobrás) and destining revenues for its fund. Its broadcasting company, Radiobrás, will be incorporated by EBC, company responsible for the management of public stations (television, radio and internet).
Local public broadcasters as well as university and community broadcasting are still very interested by the idea of being part of the national public broadcasting network along with TV Brasil. Furthermore, commercial broadcasters are not pressuring against public television. They only show a concern, justifiably, about the funding sources: the public television must not contain advertisings of any sort, what would corrupt its nature. Moreover, the society is very interested in the creation of this new broadcasting network, even though there's still misinformations and misunderstandings about the state owned broadcasting system.
Source: EBC