11/02/2012 - 01h45
Programa traz Dudu Nobre e celebra sambas-enredo, antecipando o Carnaval

O cantor e compositor Dudu Nobre fala sobre o samba na avenida
No sábado, dia 11 de fevereiro, pouco antes do Rei Momo ganhar a chave da cidade, o Segue o Som faz uma homenagem aos compositores e intérpretes de sambas-enredo. De Silas de Oliveira a Martinho da Vila, o programa relembra os clássicos do gênero e revisita grandes interpretações.
Para falar sobre a história do samba na avenida, Maurício Pacheco bate um papo com o cantor e compositor Dudu Nobre. Além de comentar as tradições rítmicas de cada escola, o músico revela a paixão pela agremiação tijucana Acadêmicos do Salgueiro, e destaca as modificações sofridas pelos enredos ao longo dos anos. Dudú Nobre também revela como conheceu o compositor Almir Guineto e discorre sobre a devoção a São Jorge, o Santo Guerreiro.
Nascido no subúrbio de Madureira, o compositor Silas de Oliveira ganha destaque logo no primeiro bloco. É dele um dos sambas mais conhecidos e cantados nos últimos anos. Silas compôs em 1967 o samba-enredo “Aquarela Brasileira” dando a escola Império Serrano o quarto lugar no desfile no carnaval daquele ano. Para celebrar esse grande sucesso do sambista, que morreu em 1972 durante uma roda de samba, o público vai poder apreciar os versos “vejam essa maravilha de cenário/é um episódio relicário…”
Tema da escola de samba Unidos da Ponte, em 1994 com o enredo “Marrom da Cor do Samba”, a cantora Alcione aparece em um de seus maiores sucessos “Não Deixe o Samba Morrer”. Com 37 anos de carreira, Alcione Dias Nazareth gravou esse hino composto por Edson e Aloísio em 1975 e, segundo pesquisas, a canção teria permanecido por 22 semanas no primeiro lugar das paradas de sucessos das rádios brasileiras.
Filha do compositor Martinho da Vila, a cantora Mart´nália, que começou na profissão aos 16 anos como backing vocal em shows e discos do pai, hoje tem no currículo sete discos lançados e dois DVD´s. A belíssima “Pé do meu Samba”, presente de Caetano Veloso à artista, é destaque nessa edição.
O Segue o Som também homenageia o talento de Zeca Pagodinho que antes de sobreviver da música foi feirante, camelô e até anotador de jogo de bicho. Nascido no Irajá e criado em Del Castilho, subúrbio do Rio de Janeiro, Zeca teve o primeiro sucesso, “Camarão que Dorme a Onda Leva”, gravado pela cantora Beth Carvalho. Para homenagear Zeca Pagodinho, o Segue o Som apresenta dois grandes sucessos imortalizados pelo cantor, “Posso até me Apaixonar” e “Ogum”. Nessa última canção, Zeca aparece ao lado de Jorge Ben Jor.
Admirador da obra de Bezerra da Silva, o rapper Marcelo D2 chegou a lançar um disco em homenagem ao sambista. Bezerra e o ex-Planet Hemp conviveram por sete anos e viajaram em turnê, realizando um total de 12 shows. Para essa homenagem, o programa exibe “Partideiro sem Nó na Garganta”.
O Segue o Som se despede ao som de Dudu Nobre e Roberta Sá em “Quem é ela?”.
Apresentação Maurício Pacheco e Mariano Marovatto
Horário: Sábado, 01h45
Reapresentação: Sábado, 17h30
04/02/2012 - 02h00
No estúdio da TV Brasil, uma entrevista com Margareth Menezes

Segue o Som recebe Margareth Menezes
O Segue o Som da madrugada de sábado (4) para domingo, às 2h, apresenta um especial sobre o carnaval baiano. O programa mostrará ao público os detalhes da festa na terra do Pelourinho, apresentando os blocos afros, o samba reggae e o frevo baiano. No estúdio, a cantora baiana Margareth Menezes é a convidada. Ela irá conversar com Mariano Marovatto e Maurício Pacheco sobre cultura africana, religiosidade e o sucesso do disco Ellegibô.
Na onda do carnaval da Bahia, o programa conta como nasceu o trio elétrico e explica a origem da guitarra baiana, criada para ser usada no caminhão de som dos blocos. Para demonstrar na prática o ritmo, o instrumentista Armandinho mostra seu talento com as cordas, ao lado do grupo A cor do som.
O músico Davi Moraes, filho do cantor e compositor baiano Moraes Moreira, também participa do programa. Ele, que começou a carreira musical aos 16 anos, fala sobre as suas influências, a relação com o pai e a guitarra, instrumento que escolheu para tocar. Na reportagem, o o programa exibe a música Anos 70, do grupo Novos Baianos e finaliza com o clipe Café com pão.
Dorival Caymmi, um dos mais importantes músicos baianos, é homenageado com a exibição de trechos do documentário Um certo Dorival Caymmi, de Aluísio Didier. Na obra, o compositor aparece entoando Nunca Mais no violão. Ainda na parte de lembranças, Maurício Pacheco recomenda o site do cantor Luiz Caldas e exibe Fricote, um de seus maiores sucessos.
Quando o assunto é carnaval baiano, duas pessoas não podem ficar de fora. Por isso, o Segue o Som apresenta um especial com Ivete Sangalo e Daniela Mercury. A ex-integrante da Banda Eva é homenageada com a exibição do clip Canto dessa cidade, grande sucesso do início da década de 1990. No fim, o programa se despede em alto estilo, com João Gilberto tocando Desafinado, de Tom Jobim e Newton Mendonça.
Apresentação Maurício Pacheco e Mariano Marovatto
Horário: Sábado, 2h
Reapresentação: Sábado, 17h30
28/01/2012 - 01h45
Programa destaca a liberdade de estilo e recebe Marcos Valle

Maurício Pacheco entrevista Marcos Valle
O Segue o Som de sábado (28), à 1h45, destaca alguns dos artistas que não se deixam engessar em um estilo musical específico. Para falar sobre esses revolucionários da música, Maurício Pacheco entrevista o compositor e instrumentista Marcos Valle. Ao longo do bate papo, além de relembrar grandes sucessos da carreira, como o ábum Viola Enluarada, Valle destaca também alguns dos nomes que o influenciaram. O carioca que morou no Estados Unidos, relembra a experiência de participar do álbum Songs of the Beatles da cantora americana Sarah Vaughan, gravado em Los Angeles.
Eric Burdon, ex vocalista da banda The Animals, tem o talento destacado nessa edição. Amante do blues e da soul music, Burdon, que começou a tocar nos pequenos bares e pubs do norte da Inglaterra, alcançou significativo sucesso na década de 60, ao lado dos companheiros de banda. Após o término do grupo, o artista deu continuidade à carreira, desta vez com a banda War. Para mostrar a voz rouca do britânico, o Segue o Som exibe Spill the Wine.
Primeiros brasileiros a tocar no conceituado Festival de Montreaux, na Suiça, o Trio Azymuth tem espaço reservado no programa. O baterista Ivan Conti Mamão, o baixista Alex Malheiros e o tecladista Roberto Bertrami, se conheceram na década de 70 e deram início ao grupo que sobrevive até hoje. Com uma extensa carreira de sucesso também no exterior, o trio lança, em 1978, o albúm Light as Father. Foi desse disco que saiu o hit que manteve o grupo nas paradas de sucesso Inglesa por um ano. O Segue o Som apresenta ao público Jazz Carnival.
Nessa edição também tem espaço para música ao vivo. O convidado Marcos Valle entoa, ao lado do apresentador e músico Maurício Pacheco, um dos grandes sucessos de carreira, Estrelar. A música, composta em parceira com o irmão dele, Paulo Sérgio Valle, é uma das faixas do LP Marcos Valle, lançado em 1983, que contém somente canções autorais.
Destaque também para a banda japonesa Sour, responsável pela produção de um clip interativo. O público pode conhecer “Mirror”, desenvolvido para a internet e que propõe o uso de diversas ferramentas das redes sociais além da web cam do PC.
Não poderia faltar uma homenagem à lenda do rock, Frank Zappa. Ao longo dos 25 anos de carreira, o guitarrista norte-americano, lançou mais de 60 discos e chegou a se candidatar a presidente dos EUA. Conhecido pelo carater invovador da sua obra, o músico deixou um legado de fãs, em 1993, quando perdeu a vida em decorrência de um câncer. Para celebrar o trabalho desse artista, o Segue o Som escolhe exibir Muffin Man.
O maestro Tom Jobim e o pianista norte-americano Herbie Wancock dão o tom ao encerramento do programa com um clássico da Bossa Nova, Wave.
Apresentação Maurício Pacheco e Mariano Marovatto
Horário: Sábado, 1h45
Reapresentação: Sábado, 17h30
21/01/2012 - 01h45
Conheça o som independente produzido por músicos de Curitiba

Bandas independentes no Teatro Paiol
Gravado em Curitiba, o programa da madrugada de sábado (21) apresenta o trabalho das bandas independentes da cidade paranaense. A locação é um presente à parte. Para tornar ainda mais agradável o bate papo com artistas locais, o Teatro Paiol, símbolo cultural e histórico do lugar, serve como cenário para as entrevistas.
Os representantes dos grupos “Locomotiva Duben” e “Real Coletivo Dub” falam sobre a sonoridade da banda e as raízes negras na música da cidade, respectivamente. O jornalista e músico Fernando Tupan polemiza quando o assunto é independência ao estilo curitibano. E o músico Léo Fressato comenta o processo de composição de Oração, sucesso da Banda mais Bonita da Cidade. O poeta e dramaturgo Luiz Felipe Leprevost também participa do programa.
Composta por variedades sonoras musicais, a banda “Nêgomundo” conta com o talento de oito músicos de regiões distintas. Nascidos em São Paulo, Bahia, Chile e Paraná, os integrantes do grupo, criado em 2009, bebem da água do funk, do soul, do samba, do hip hop e do merengue. Para que o público se familiarize com o som da Nêgomundo, o Segue o Som exibe Demais.
Considerada a cara paranaense do Rock, a banda “Blindagem” ganha destaque nesta edição. Com som agressivo e, por vezes performático, a banda foi a responsável pela montagem do lendário espetáculo Rock Horror Show (1982), que reúne música, humor e terror. Ao longo da carreira, a Blindagem dividiu o palco com grandes expoentes do rock tais como Celso Blues Boy e Cazuza, entre outros. Para relembrar o som desse grupo, o programa exibe Oração de um Suicida.
Nascido no bairro Mercês, em Curitiba, Palminor Rodrigues Ferreira, o Lápis, também tem o talento relembrado no programa. O cantor e compositor que tem mais de 100 músicas registradas e dominava a noite curitibana nos anos 60 e 70, teve algumas das canções regravadas pela cantora Eliana Pittman e pelo conjunto “Os Originais do Samba”. Lápis morreu precocemente aos 36 anos em função de uma doença no coração que o inspirou em diversas canções. O trabalho autoral desse artista paranaense pode ser apreciado em Paticumbá uma de suas composições mais conhecidas.
Bem aceita pelo público, em especial após o lançamento do álbum O Circo está Armado ( 2000), o rock da banda “Relespública” pode ser visto em A minha Menina. A Reles carinhosamente apelidada pelos fãs, teve iníco em 1989 e chegou a participar do Rock in Rio 3. A banda que encerrou as atividades em 2010 devido a saída do vocalista, anuncia a volta aos palcos em 2012.
André Abujamra e Hermeto Pascoal também são relembrados nessa edição dedicada aos paranaenses. O programa se despede com o som, ao vivo, do Locomotiva Duben.
Apresentação Maurício Pacheco e Mariano Marovatto
Horário: Sábado, 1h45
Reapresentação: Sábado, 17h30
14/01/2012 - 02h00
Programa revive a Bossa Nova e recebe Roberto Menescal

Mariano Marovatto e Roberto Menescal
O Segue o Som de sábado (14), às 2h, faz uma homenagem ao gênero musical brasileiro que ultrapassou as fronteiras do país. Para falar sobre a Bossa Nova e os protagonistas dessa história, Mariano Marovatto entrevista o músico, compositor e produtor musical, Roberto Menescal. No bate-papo, o artista relembra a criação do movimento, os trabalhos mais significativos e as parcerias realizadas ao longo da carreira. Menescal também comenta o encontro com o compositor e guitarrista inglês, Andy Summers.
O compositor e violonista Carlos Lyra ganha destaque nessa edição. Um dos fundadores da Bossa Nova, Lyra também é conhecido por introduzir nas composições, um pouco da realidade política do páis. Ao longo dos mais de 50 anos de carreira, o músico teve como parceiros grandes nomes do gênero, como Vinicius de Moraes e Geraldo Vandré. Carlos Lyra se auto-exilou e deixou o país em 1964, só retornando em 1971. Para celebrar a música do artista, o Segue o Som exibe “Influência do Jazz”. O vídeo faz parte do filme Coisa mais Linda – História e Casos da Bossa Nova, cujo roteiro e direção são assinados por Paulo Thiago.
Musa da Bossa Nova, a cantora e violonista Nara Leão aparece ao lado de Roberto Menescal em “Da Cor do Pecado”. O estilo teria surgido na década de 50, durante as reuniões musicais ocorridas no apartamento da família Leão, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A cantora, que lançou o primeiro disco em 1964, também participou, ao lado de Zé Keti e João do Vale, do famoso espetáculo Opinião.
O clássico “Garota de Ipanema”, possivelmente uma das músicas mais gravadas no exterior, aparece nas vozes de Tom Jobim e Frank Sinatra. Tendo como inspiração a ex-modelo e empresária Helô Pinheiro, a música é um dos tantos sucessos assinados pela dupla Tom e Vinicius.
A jovem cantora francesa Coralie Clément reflete na obra influências da Bossa Nova. Filha de pai clarinetista e irmã do também músico francês Benjamin Biolay, Coralie passeia pelo rock e pelo pop e flerta com as batidas do gênero brasileiro. Iniciada na música através de classes de violino, Coralie tem como influências musicais os Beatles e Serge Gainsbourg, entre outros. O programa exibe “L´ómbre et la Lumière”.
Também tem espaço reservado nessa edição, o rock de Elvis Presley em “Bossa Nova Baby” e o som do The Police, no clássico “Roxanne”. O programa se despede ao som do trompete de Chet Baker em “Almost Blues”.
Apresentação Maurício Pacheco e Mariano Marovatto
Horário: Sábado, 1h45
Reapresentação: Sábado, 17h30
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