Observatório da Imprensa discute a mídia e a campanha Ficha Limpa

Publicado em 13 de maio de 2010

Como melhorar o nível da representação política brasileira? Para muitos, a solução passa pela maior conscientização do eleitorado. Mas existem formas de ajudar este eleitor a escolher melhor. Uma delas é a campanha Ficha Limpa, que barra por oito anos a candidatura de políticos com condenação por crimes graves.

 O Observatório da Imprensa desta terça-feira (18), que vai ao ar  às 22h, discutirá a mídia e a campanha Ficha Limpa.  O projeto Ficha Limpa acaba de ser aprovado na Câmara dos Deputados e, agora, segue para o Senado Federal. Se for sancionado até o dia nove de junho, último dia antes do início das convenções partidárias, poderá valer já para as eleições deste ano.

A campanha Ficha Limpa foi lançada em 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos no país. Surgiu a partir de iniciativa popular do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) que, em setembro do ano passado, após coletar cerca de 1,6 milhão de assinaturas, entregou a proposta à Câmara. As assinaturas foram recolhidas via online, onde foram utilizadas as redes sociais Twitter e Facebook para disseminar a campanha e obter o maior apoio possível da população para o Projeto de Lei.

No país, já existem mais de 300 comitês formados por entidades, ONGs e eleitores, interessados em garantir eleições limpas no país. A Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) é uma das mais atuantes no movimento pró-ficha limpa.

A mobilização também ganhou o apoio da mídia, que passou a cobrar a aprovação pelo poder legislativo. Para falar desse assunto o apresentador Alberto Dines convidou o relator do projeto na CCJ da Câmara, deputado José Eduardo Cardoso (PT-SP).

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