TV Brasil comemora as bodas de ouro de Brasília com programação super especial

Publicado em 12 de abril de 2010

Brasília completa 50 anos no próximo dia 21 de abril. E, para comemorar o cinquentenário da capital do país, a TV Brasil preparou uma programação super especial. Além da série Bem te vi Brasília – 50 anos, de Tânia Quaresma, que conta a história da construção da cidade, através de programetes que antecedem o Repórter Brasil, - exibidos desde o dia 1º - o mês de abril traz diversas atrações para celebrar a data.

No dia 15, Caminhos da Reportagem faz sua homenagem contando como foi a concepção de uma capital federal no interior do país, história que surgiu 300 anos antes de sua construção.

O Segue o Som, que vai ao ar no dia 17, também comemora o aniversário mostrando clipes e bandas que fizeram de Brasília a capital do rock brasileiro da década de 80 e outros ritmos como, por exemplo, o choro.

Brasília tem sempre seu nome associado a episódios políticos e pouco aparece na tevê quando o tema não é esse. Para mostrar que também existem outros assuntos interessantes na cidade, o Ver TV do dia 18 explora esse lado cultural ainda oculto, acompanhado de convidados especiais. No mesmo dia, o De Lá Pra Cá exibe um programa sobre Burle Marx - desenhista, pintor, escultor, ceramista, designer, criador de jardins e amante da música erudita. As digitais do maior arquiteto paisagista do Brasil e um dos maiores do século XX estão na capital. Ele foi parceiro de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, pais do projeto urbanístico que configura o Plano Piloto.


Apresentadores da série 'Brasília, um sonho de três séculos'

No dia 19 começa uma série de cinco documentários sobre a história da transferência da capital para o Planalto Central, desde a assinatura do Tratado de Tordesilhas até os dias de hoje. A série se chama Brasília, um sonho de três séculos, de Pedro Jorge de Castro, e vai até o dia 23.

Já o Observatório da Imprensa estende as comemorações e prepara dois programas sobre a Capital Federal. No primeiro, que vai ao ar no dia 20, o foco é a cobertura da imprensa na época de sua inauguração e, no segundo, análises sobre a utopia embutida no projeto e a realidade atual. O apresentador e jornalista Alberto Dines viajou até Brasília e visitou lugares históricos da cidade, para relembrar fatos curiosos e polêmicos da época como, por exemplo, a história da "parede de ouro", no Palácio da Alvorada, que teria irritado muito o então presidente.

O Expedições também entra na comemoração e exibe uma entrevista exclusiva, produzida em 1995, de Oscar Niemeyer a Paula Saldanha.

O 3 a 1 dá continuidade a este debate no dia 21, checando as diferenças, apontando o que há de melhor e pior na cidade dos sonhos e planos de Niemeyer. Para o debate, foram convidados o urbanista e arquiteto Frederico Flósculo, da Universidade de Brasília (UNB), que defende a federalização de Brasília; o cineasta Vladimir Carvalho, que acredita que as cidades satélites fazem parte do crescimento normal de qualquer cidade grande; e o ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirma ter o Distrito Federal se transformado em um caos que deriva da discrepância entre a concepção original e a realidade.

Raimundos
Raimundos: Canisso, Tico Santa Cruz e Digão participam do Comentário Geral

Comentário Geral, a revista eletrônica semanal da TV Brasil que completa 8 anos, reestreia totalmente reformulado no dia 21. A nova versão, comandada pela paulista Luiza Sarmento e o pernambucano Renato Goes, recebe no estúdio o músico Dado Villa-Lobos, ex-integrante do grupo Legião Urbana e a banda Raimundos, entre outros, que têm a terra natal em comum.

Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro
Bastidores do filme 'Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro'

No Programa de Cinema de sexta-feira, 23, o filme Os Anos JK, de Sílvio Tendler, que aborda a História do Brasil: a eleição de JK, o nascimento de Brasília, o sucessor Jânio Quadros que renuncia, a crise política, o golpe militar e a cassação dos direitos políticos de Juscelino. E, no dia 24 de abril, sábado, o Programa de Cinema exibe o filme Oscar Niemeyer - A Vida é um Sopro, de Fabiano Maciel, que reconstrói a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. A história de Oscar Niemeyer está intrinsecamente ligada às transformações do país no último século e, no documentário, o arquiteto conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos.


Programa-se:

Dia 15, às 22 horas, Caminhos da Reportagem.

Dia 17, às 20 horas, Segue o Som.

Dia 18, às 17h, Ver TV e, em seguida, às 18h, De Lá Pra Cá.

Dia 19 até dia 23, às 22 horas, Brasília, Um Sonho de Três Séculos.

Dia 20, às 20h, Expedições, e, às 23h30, Observatório da Imprensa.

Dia 21, às 19h30, Comentário Geral e, às 23:30 h, 3 a 1.

Dia 23, às 23 horas, Programa de Cinema com o filme Os Anos JK – Uma Trajetória Política.

Dia 24, às 22h, Programa de Cinema com o filme Oscar Niemeyer – A Vida é Um Sopro


Agora, confira cada detalhe dos especiais preparados pela TV Brasil:

> Dia 15/04:

Caminhos da Reportagem homenageia 50 anos da Capital Federal

O programa Caminhos da Reportagem de quinta-feira (15) homenageia Brasília que completa 50 anos no próximo dia 21, contando um pouco da concepção da cidade e do período que antecedeu sua construção, a chamada pré-história da capital federal.

Do coração do Brasil - centro das decisões da República brasileira - passam todos os dias histórias de sucessos, fracassos e sonhos diversos. A capital do país, que festeja suas bodas, não nasceu exatamente nos canteiros de obras criados por JK. Mas, no tempo em que os homens viajavam em lombos de burro. Uma história que começou há, pelo menos, 300 anos, quando o Brasil ainda estava saindo do domínio da corte portuguesa.

O Caminhos da Reportagem andou por cidades, fazendas e lugares que ajudaram a consolidar um sonho de três séculos. E descobriu que as aventuras do homem, no Planalto Central, começaram muito antes das bandeiras colonizadoras em busca de ouro. Antes mesmo da ocupação indígena.

O programa Caminhos da Reportagem sobre os 50 anos do aniversário de Brasília vai ao ar no dia 15, às 22h, na TV Brasil

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> Dia 17/04:

Segue o Som

Segue o Som presta a sua homenagem ao cinqüentenário de Brasília com uma versão totalmente candanga, e começa celebrando a geração de jovens que transformou a cena musical brasileira dos anos 80. Um dos exemplos é Legião Urbana, que é considerada por muitos a banda de rock nacional mais importante de todos os tempos. Renato Russo, Bonfá e Dado cantam e tocam “Será”. Depois, o programa exibe o clipe “Garota Rock Inglês” da banda Lucy And The Popsonics que mistura rock e eletro. Na continuação, Móveis Coloniais de Acaju, há mais de dez anos na estrada, expõe toda sua variedade musical. A banda é uma verdadeira empresa criativa que organiza seu próprio festival, o “Móveis Convida”, e aparece por aqui com a música “Seria o Rolex?”.
Philippe Seabra faz uma visitinha aos estúdios e conversa com Maurício e Mariano sobre o lado b do rock, suas letras revoltadas e Plebe Rude, sua escola. Mas não é só de rock que a música brasiliense se alimenta, o músico Hamilton de Holanda, que se tornou referência ao reinventar o bandolim adicionando-lhe duas cordas, mostra todo seu talento em “Pedra da Macumba”.

Outra banda que arrebentou nos anos 90 e que fez os ouvidos se voltarem para o Planalto Central foi Raimundos e é claro que a banda mais hard core do cerrado não podia faltar! Da mesma época, a Little Quail & The Mad Birds, formada por Gabriel Thomás na guitarra, Zé Ovo no baixo, e Bacalhau na bateria, fez a cabeça da molecada com músicas como a *“1, 2, 3, 4”*, por exemplo.

O rap candango é representado por Gog, que teve seu primeiro contato com o gênero em uma apresentação de Thaíde e Dj Hum, em Brasília mesmo. Depois disso, o rap passou a ser sua voz e foi o autor da frase “periferia é periferia em qualquer lugar” , imortalizada na música dos Racionais Mcs.

Para encerrar o programa, um clipe de Paralamas do Sucesso. Apesar de ser formada por um paraibano (Herbert Vianna) e dois cariocas (Bi Ribeiro e João Barone), o grupo teve Brasília como ponto inicial. Foi na capital federal que surgiu o embrião da banda, onde os músicos passaram a adolescência junto a outros nomes que iriam mudar a história do rock brasileiro, como Dinho Ouro Preto, o próprio Philippe Seabra e Renato Russo. Segue o Som recorda o sucesso da banda com “Alagados”.

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> Dia 18/04:

Ver TV

O debate gira em torno da cidade que não aparece na TV. Em seus 50 anos de idade, a capital federal pouco aparece quando o assunto não é política. Como os brasileiros percebem a capital pela TV? Esse será o tema do programa durante a semana de aniversário de Brasília, que será exibido no dia 18, às 17 horas.

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De Lá Pra Cá


Burle Marx é o assunto da entrevista de Oscar Niemeyer a Ancelmo Gois

Desenhista, pintor, escultor ceramista, designer, criador de jardins e amante da música erudita. Burle Marx era um artista completo. Foi o maior arquiteto paisagista do Brasil e um dos maiores do século XX. Sua obra encontra-se nos quatro cantos do globo. Seu espírito inovador rompeu formalismos, criou formatos e estabeleceu tendências. Sintonizado com o modernismo, foi parceiro de outros grandes artistas inovadores brasileiros, como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Para lembrar o centenário de nascimento de Burle Marx participam do programa Lauro Cavalcanti, Vera Beatriz Siqueira, Oscar Niemeyer, Haruyoshi Ono, Cleofas Cesar da Silva, Cecília Modesto, Claudia Pinheiro e Olivia Byington.
O De La Pra Cá vai ao ar no dia 18, às 18 horas, e repete na segunda-feira (19), às 22h30.

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> Dia 19/04:

Repórter Brasil

O jornal Repórter Brasil fará uma homenagem diferente à Brasília que comemora 50 anos de fundação no dia 21 de abril. Serão cinco reportagens especiais com abordagens diferentes da história da cidade, que irão ao ar de 19 a 23 de abril, dentro do telejornal. A primeira edição será exibida às 8 horas e a segunda edição às 21 horas.  Uma das histórias mostra como o ex-presidente Juscelino Kubistcheck assumiu o compromisso de construir Brasília. Foi durante o primeiro comício do então candidato à presidência, JK, na cidade goiana de Jataí, em 4 de abril de 1955. Um de seus eleitores,  Antônio Soares Neto, perguntou ao candidato se, caso eleito, pretendia  transferir a capital federal para o Planalto Central, como estava previsto  na Constituição. A história é contada pelo próprio Antônio que é conhecido  por Toniquinho JK. Hoje, aos 85 anos, Toniquinho JK diz que o ex-presidente titubeou mas respondeu que sim. O próprio presidente Juscelino, anos depois em suas memórias, haveria de creditar a Toniquinho a idéia da construção de  Brasília e da transferência da capital para o Centro-Oeste do país. A “culpa”, segundo Juscelino, foi de Toniquinho JK. Outra reportagem será feita com abordagens ou perguntas sobre Brasília, que serão respondidas pelos moradores da cidade e mostrará a injustificada fama de corrupção da cidade.

CULTURA EM BRASÍLIA
Ninguém discute que surgiu em Brasília o movimento musical que lançou nomes importantes do rock’and’roll brasileiro. Bandas e cantores como  Capital Inicial, Legião Urbana e Renato Russo, Detrito Federal, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso e Herbert Vianna, Raimundos, Cássia Eller e Oswaldo Montenegro, entre outros, começaram em Brasília um movimento que sacudiu o Brasil e motivou a música moderna brasileira para outras regiões do país, como o rock no Rio e em São Paulo, e o mangue beat em Pernambuco.
 
CIDADE MÍSTICA
Muito se fala sobre o misticismo que envolve Brasília e o Planalto Central, pensamento ancorado nas ideias de sua construção e a transferência da  capital federal para o Centro-Oeste e, cuja previsão, já constava da primeira Constituição brasileira de 1891. Entre os centros místicos  espalhados por Brasília e entorno está o famoso Vale do Amanhecer, ponto  alto do misticismo anos atrás.
 
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO E ECONÔMICO 
“Brasília Não Para de Crescer” será o quinto e último tema abordado na série de cinco reportagens especiais. Essa reportagem vai abordar não só a questão da migração, mas também o crescimento econômico que a torna mais  independente de mercados de outros estados e mostra que, aos poucos, o Distrito Federal cresce e vai mais além da política.


Brasília, Um Sonho de Três Séculos

Coronel Affonso Heliodor
Coronel Affonso Heliodor em gravação para a série 'Brasília, um sonho de três séculos'

Em 2008, após vasta pesquisa sobre a história da interiorização da capital da República, o diretor Pedro Jorge começou a trabalhar no projeto Brasília, um Sonho de Três Séculos. Agora, o material resultante dessa pesquisa e das filmagens, realizadas no Brasil, Espanha e Portugal, vira série de cinco episódios e estreia na TV Brasil no próximo dia 19 de abril, às 22h.

Brasília, um Sonho de Três Séculos será apresentada por Murilo Grossi e Flavia Neiva e traz a história da transferência da capital do Rio de Janeiro para o Planalto Central. Aborda o período desde o Tratado de Tordesilhas até Brasília hoje.

A série documental conta com filmagens feitas em Tordesilhas, na Espanha, onde, no ano de 1494, foi assinado o Tratado. Já o Tratado de Madri foi firmado em 1740, no Palácio Real, que rompe com o assinado em 1494.

Em Portugal, o diretor Pedro Jorge recolheu depoimentos do Prof. Jorge Couto, uma autoridade nos estudos pré-Brasil. Com assessoria do historiador Jarbas Marquês, a série ainda traz relatos da participação de Joaquim Nabuco no movimento de edificar no interior do país uma nova capital, as intenções do Marques de Pombal nesse mesmo movimento, a Conjuração Mineira, a comissão exploradora do Planalto Central, que teve como presidente o astrônomo Luiz Cruls, e o Golpe Militar.

Sinopses

As Origens do Sonho – O primeiro programa da série vai tratar das origens do sonho de construir a capital do Brasil na região do Planalto Central. Esse sonho começou com o que foi chamado de quinto império, imaginado pelos portugueses por volta de 1450. Seria a capital do grande império idealizado pelos portugueses.

O Movimento Mudancista - O jornalista Hipólito José da Costa funda o jornal Correio Braziliense em Londres e publica artigos defendendo a mudança da capital para o Planalto Central. Nesses artigos constam que, em junho de 1823, na Assembleia Geral Constituinte do Império do Brasil, José Bonifácio apresentou a necessidade de edificar no interior do país uma nova capital, à qual deu o nome de Brasília. Quem primeiro marcou a localização da nova capital foi o historiador Adolfo Varnhagen, em 1876. Com a Proclamação da República, o movimento mudancista renasce e a nova capital, em terras de Goiás, se torna uma determinação constitucional. Coube ao engenheiro e astrônomo belga, Luiz Cruls, diretor do observatório astronômico do Rio de Janeiro, organizar uma comissão exploradora para estudar e demarcar a área da nova capital.

A promessa de Juscelino Kubitschek - No século 20, um marco é erguido na cidade de Planaltina, no Planalto Central, em comemoração ao centenário da independência e indica a pedra fundamental de Brasília. O presidente Vargas conclama os brasileiros a realizar uma marcha para o oeste, criando a fundação Brasil Central. Em 1955, Juscelino Kubitschek, candidato à presidência da República, decide começar a campanha pela cidade de Jataí, em Goiás, e é surpreendido pelo advogado Antônio Soares Neto, que queria saber se o presidente iria cumprir a Constituição e mudar a capital do país para o centro-oeste.

A obra de mil dias - A proposta simples do projeto urbanístico de Lúcio Costa, com a forma de uma cruz rasgando o cerrado, convenceu a comissão julgadora do projeto para a nova capital. Arquitetura e urbanismo se uniram e Lúcio Costa e Oscar Niemeyer definiram assim o projeto da nova capital. Para Niemeyer, significa usar curvas, formas, tudo o que o concreto pode oferecer para ser moldado pelas mãos humanas. Os arcos do Alvorada mal tocavam o solo. Lúcio Costa democratiza os espaços residenciais. As superquadras são construídas com prédios separados por jardins. Muitos brasileiros vieram para a construção. No começo, eram mil operários, e, no final, sessenta mil, com o trabalho em três turnos, sob o comando de Israel Pinheiro. O presidente Juscelino Kubitschek saía do Catete no Rio para vir à Brasília ver as obras. Ninguém dormia, ele percorria os canteiros de madrugada, voltando de manhã ao trabalho no Rio.

A Brasília de Hoje - Brasília é hoje uma cidade moderna, vibrante, com qualidade de vida, que honra seus fundadores. Houve um tempo de silêncio, de dor, com o golpe militar de 64 e a cassação de JK. No enterro de JK havia mais gente para acompanhá-lo do que na inauguração da cidade. O presidente que deixou como legado a paz, o respeito à constituição e o amor à democracia. E o povo brasileiro fez de Brasília o palco das manifestações em favor da democracia, sonhou com a abertura política, gritou pelas eleições diretas e chorou a perda do presidente Tancredo Neves.

O documentário tem roteiro de Celia Ladeira e Pedro Jorge, além da música de Marcos Vinicius Fialho

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> Dia 20/04:

Expedições

EXPEDIÇÕES presta sua homenagem aos cinquenta anos de Brasília, apresentando uma entrevista exclusiva que a apresentadora Paula Saldanha fez com o arquiteto Oscar Niemeyer. Em 1995. Na conversa ele fala da história da construção da chamada “Capital da Esperança”, marco do modernismo.

Coube a Niemeyer dar à capital suas formas inconfundíveis e dar asas ao concreto armado. O arquiteto conta os caminhos e descaminhos da façanha de se construir a capital em menos de quatro anos. Circulando por palácios e monumentos, e descobrindo as muitas formas de admirá-los, EXPEDIÇÕES faz um balanço entre o planejamento e a realidade da terceira capital do Brasil: a exclusão dos trabalhadores que construíram a cidade, as reviravoltas políticas em cinco décadas de história, e a transformação da cidade em Patrimônio da Humanidade. O programa vai ao ar às 20 horas.

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Observatório da Imprensa

O Observatório da Imprensa está preparando dois programas especiais sobre os 50 anos da transferência da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília.

O primeiro programa da série vai ao ar no dia 20 de abril e retrata a cobertura da imprensa, desde a divulgação do projeto de transferir a capital para o interior do país até a conclusão das obras e a inauguração oficial da cidade. O segundo programa discutirá as consequências dessa mudança no trabalho dos jornalistas.

Brasília dividiu o país entre os mudancistas e os antimudancistas. O discurso antimudancista era predominante na época. Afinal, as duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, eram contrárias à construção da nova capital e os seus jornais saíam com críticas fervorosas à mudança.

Parte da imprensa atacou o projeto, alardeando que a capital não seria inaugurada no prazo e acusando o presidente Juscelino Kubitschek de irresponsabilidade no uso do dinheiro público. Uma ala mais moderada ponderava que havia outras prioridades na agenda política do país. E havia os jornais que torciam pela mudança, uma minoria, que viam na transferência, a imagem de um Brasil mais moderno.

Além dos jornalistas, Brasília rachou a opinião dos intelectuais de maior expressão no período que ocupavam as páginas dos jornais com suas crônicas, como Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade e Nelson Rodrigues.

Mesmo atacado pela imprensa e pela oposição, o presidente JK inaugurou o novo centro de poder no prazo estipulado. Em 21 de abril de 1960, a capital deixava o burburinho do Rio de Janeiro e instalava-se no ermo Planalto Central.

O apresentador e jornalista Alberto Dines viajou até Brasília e fez um passeio pelos lugares históricos da cidade, relembrando fatos curiosos e polêmicos da época.

No Catetinho, Dines vai relembrar que no biênio 57/58, JK fez 225 viagens de ida e volta Rio-Brasília-Rio. Saía do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, em torno das 10h da noite e levava quatro horas para chegar ao Planalto Central. O presidente dormia numa caminha estreita, improvisada dentro do avião DC 3, de uns 40cm. Descia em Brasília e ia fiscalizar as obras, motivar os operários, técnicos e empresários. Quando o dia estava amanhecendo, retornava ao Rio para não dar motivo à imprensa de oposição que poderia interpretar mal sua ausência da capital.

No Palácio da Alvorada, Dines contará a história da "parede de ouro", que teria irritado muito o presidente. Quando visitou o local onde seria erguida a nova capital pela primeira vez, em 1956, JK disse uma frase que foi usada como abertura do Livro de Ouro de Brasília. A mesma que o apresentador repete: "A inspirada frase de JK no Livro de Ouro de Brasília foi usada por Oscar Niemeyer para compor o mural aqui no Alvorada, residência oficial do presidente da República. Na época, a imprensa de oposição, para mostrar que era uma obra faraônica, disse que era uma parede de ouro. Não adiantou Juscelino negar, porque, anos depois, quando ele recebeu uma visitante francesa aqui no Palácio, ela lhe perguntou sobre a parede de ouro. Ele explicou, mas não adiantou. Às vezes, a inverdade dura mais do que a verdade". A parede, na verdade, era de folhas de alumínio.

Dines conversou com o jornalista Carlos Chagas, que à época trabalhava no jornal O Globo e acredita que o discurso antimudancista ainda não desapareceu completamente. E o escritor Ronaldo Costa Couto, que revelou em seu livro, Brasília Kubitschek de Oliveira, os motivos que levaram Juscelino a escolher um lugar tão distante para ser a capital do país.

Ainda participam do programa a arquiteta Maria Elisa Costa, filha de Lúcio Costa, e os jornalistas Raimundo Nonato, Tereza Cruvinel, Villas Bôas-Corrêa e Claudio Bojunga. O Observatório vai ao ar dia 20, às 23h30.

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>Dia 21/04

Comentário Geral

Renato Góes e  Luiza Sarmento
Comentário Geral agora é apresentado por Renato Goes e Luiza Sarmento

A revista eletrônica semanal, que está no ar desde junho de 2002, completa 8 anos mais madura e com mais conteúdo. O Comentário Geral reestreia no dia 21 de abril, quarta-feira, às 19h30, reformulado. A nova versão traz uma dupla no comando do programa: a paulistaLuiza Sarmento divide o palco com o jovem pernambucano Renato Goes.

Na estreia, uma homenagem aos 50 anos de Brasília. Luiza Sarmento e Renato Góes recebem no estúdio o músico Dado Villa-Lobos, ex-integrante do grupo Legião Urbana. Também formada em Brasília, a banda Raimundos fala da relação com sua terra natal e da entrada de Tico Santa Cruz no vocal. A cidade ainda foi o palco do lançamento da cantora Tânia Mara que dá seu depoimento para esta edição.

Da capital brasileira, a Cia Os Melhores do Mundo dá o tom de comédia que a cidade tem Já o rapper Gog fala sobre as periferias e os brasilienses. Ainda na cena musical, o grupo In Natura conta como encontra a natureza no meio da cidade planejada.

O programa também traz trechos do filme Brasília 18 %, de Nelson Pereira dos Santos. E o jornalista Geneton Moraesos revela os segredos dos presidentes. Comentário estreia no dia 21, às 19h30.

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3 a 1

O 3 a 1 desta quarta-feira (21) comemora o aniversário de 50 anos de Brasília, trazendo convidados ilustres que fazem parte da história da cidade. O programa faz um debate sobre a Brasília planejada e a Brasília real; bem como os aspectos positivos e negativos do projeto de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

Estarão no estúdio da TV Brasil, o urbanista e arquiteto Frederico Flósculo, da Universidade de Brasília (UNB), que acredita ser preciso federalizar a capital, investir na infraestrutura das cidades satélites para não repetir o exemplo da cidade do México.

O cineasta Vladimir Carvalho, outro convidado, entende que as cidades satélites fazem parte de um crescimento normal de cidade grande. Para encerrar, o ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal (STF) se surpreende com o crescimento de Brasilia e acredita que houve um choque entre a concepção original e a realidade. O ministro afirma que o Distrito Federal se tornou um caos.

O 3 a 1 sobre o aniversário de 50 anos de Brasília é apresentado pelo jornalista Luiz Carlos Azedo e vai ao ar no dia 21, às 23h30 na TV Brasil.

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> Dia 23/04:

Programa de Cinema

Os Anos JK - Uma Trajetória Política

Anos JK
Documentário tem direção de Silvio Tendler

O filme aborda a História do Brasil: a eleição de JK, o nascimento de Brasília, o sucessor Jânio Quadros que renuncia, a crise política, o golpe militar e a cassação dos direitos políticos de Juscelino.

O foco é a trajetória política de Juscelino Kubitschek, o "presidente bossa nova", popular entre os artistas, que propunha aceleração no desenvolvimento do País rumo à modernidade e a ocupação de um lugar entre as potências mundiais.

O filme é referência para estudantes e pesquisadores. Foi visto por 800 mil pessoas e ganhou vários prêmios.

Gênero Documentário Atores Othon Bastos, [Narração], Direção Silvio Tendler, Idioma Português, Legendas Português, Inglês, Espanhol, Francês, Esperanto, Ano de produção 1980 País de produção Brasil, Duração 110 min. Distribuição Caliban Produções Cinematográficas Região Multizonal Áudio Dolby Digital 5.1 (Português) Vídeo Tela Cheia Cor Preto-e-branco com partes em colorido.

Horário: às 23 horas

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> Dia 24/04:

Programa de Cinema

Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro

Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro
Bastidores do filme 'Oscar Niemeyer – A Vida é um Sopro'

O filme reconstrói a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. A história do arquiteto Oscar Niemeyer está ligada às transformações do Brasil no último século. No documentário, o arquiteto conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala também sobre sua vida, seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões metafísicas como a insignificância do Homem diante do Universo. O filme é costurado por imagens de arquivo inéditas e raras e por depoimentos de personalidades como os escritores José Saramago, Eduardo Galeano e Carlos Heitor Cony, o poeta Ferreira Gullar, o historiador Eric Hobsbawn, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, o ex-presidente de Portugal Mário Soares e o compositor Chico Buarque.

Foi produzido pela Santa Clara Comunicação e rodado em vídeo digital e 16mm no Brasil, na Argélia, França, Itália, Estados Unidos, Uruguai, Inglaterra e Portugal.

Documentário. De Fabiano Maciel. 2007. Cor. 90min. Música João Donato, Berna Ceppas, Kamal Kassim, Felipe Poli. Livre

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