Publicado em 09 de novembro de 2009
A TV Brasil vai publicar edital para abrir concurso, na modalidade conhecida no mercado como pitching, destinado à seleção de programa sobre a mulher. A decisão coincide com a demanda do público feminino que participou, no último sábado, do 6º Seminário Nacional A Mulher e a Mídia, realizado no Rio de Janeiro. Ao participar do encontro, a presidente da TV Brasil, jornalista Tereza Cruvinel, disse que emissora pública estará lançando ainda neste mês seu segundo pitching – o primeiro abordou a questão do meio ambiente e sustentabilidade - propondo à produção independente uma reflexão sobre o papel da mulher na família, no mercado de trabalho e na cidadania, além de enfocar seus direitos sociais e políticos.
Organizado pela ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as mulheres, o seminário contou com a presença de epresentantes de movimentos sociais de todo o País e de especialistas na área, que pediram maior participação feminina nos programas televisivos. Na avaliação geral, a imagem estereotipada da mulher na TV brasileira ainda é um desafio que precisa ser superado. Um dos temas em discussão foi o papel da TV pública na promoção da igualdade de gêneros. “É necessário o tempo todo combater os cacoetes, evitar reproduzir os vícios de linguagem e ideológicos na forma de tratar a mulher”, disse Tereza Cruvinel.
Segundo a ministra Nilcéa Freire, é “ fundamental criar políticas públicas que incorporem a perspectiva de gênero em todo o processo de comunicação e criem maior acesso das mulheres aos meios de comunicação". Para a coordenadora de Núcleo da TV Cultura, Âmbar de Barros, a programação de uma televisão pública não é determinada por parâmetros comerciais e que a mesma valoriza uma representação da mulher mais diversa e democrática. Mas acha que ainda falta maior participação das mulheres nas tomadas de decisões dentro das empresas de comunicação. Outra convidada, a presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Regina Lima, afirmou ser necessário que toda a grade da programação seja pensada de forma que contemple o olhar das mulheres.