Semana da Consciência Negra

O dia da consciência negra é comemorado em todo o Brasil no dia 20 de novembro. Para prestar sua homenagem aos negros, a TV Brasil vai inserir na programação da semana várias atrações que abordam a identidade e a cultura negra. O documentário Ôri, de Raquel Gerber, e que tem trilha sonora de Naná Vasconcelos, é uma das novidades. O Comentário Geral vai realizar uma edição especial sobre o tema. O programa Paratodos comparece também com uma reportagem sobre a Comunidade Quilombola de Curiaú, o primeiro quilombo oficial do Brasil. E o DocTV IV exibe o documentário inédito Negros. Já o Rede Jovem Cidadania exibe “Preto e o Negro”.
Programa de Cinema
Ôrí

A reconstrução da identidade negra no Brasil é tema do filme exibido no Dia da Consciência Negra, sexta (20), às 22h30.
“Ôrí” em Yorubá significa cabeça ou consciência. O documentário de Raquel Gerber registra os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, junto aos ritmos da Diáspora africana. O filme busca a relação entre Brasil e África, tendo o quilombo como ideia de um contínuo histórico, como resistência cultural da África do século XV ao Brasil do século XX. O fio condutor é a história pessoal de Beatriz Nascimento, historiadora e militante, falecida trágica e prematuramente no Rio de Janeiro, em 1995. A comunidade negra aparece em sua relação com o tempo, o espaço e a ancestralidade, através da concepção do projeto de Beatriz que vê o “quilombo” como correção da nacionalidade brasileira. As pesquisas da historiadora revelam a desconhecida história dos povos bantus no Brasil e seu herói civilizador, Zumbi de Palmares.
Ôrí recupera junto aos movimentos negros a imagem de Zumbi de Palmares para uma identificação positiva do homem negro na modernidade, na avaliação da diretora Raquel Gerber.
Ôrí, de 1989, levou 11 anos para ficar pronto, entre pesquisa, viagens e filmagens por vários Estados do Brasil (São Paulo, Minas, Alagoas, Rio) e África Ocidental (Senegal, Mali e Costa do Marfim). Recebeu o Prêmio Paul Robeson, no XI Festival Pan-Africano de Cinema e da Televisão de Ouagadougou (capital de Burkina Faso, ex-Alto Volga); Prêmio Especial do Júri, no I Festival de Cinema de Curitiba (setembro/89); Menção Honrosa para Documentário no Prized Pieces 89, do National Black Programming Consortiu, em Columbus, Ohio (EUA); o Golden Gate Award para documentário no 33º Festival Internacional de Cinema, em San Francisco (EUA); e o Prêmio Costa Azul, no 5º Festival Internacional de Cinema de Tróia, Portugal.
Raquel Gerber é descendente de mãe polonesa e pai russo. Nascida em São Paulo, teve a construção da sua brasilidade fortemente influenciada pelas pesquisas cinematográficas que desenvolveu sobre a cultura negra no Brasil. Ela trabalhou com Glauber Rocha de 1973 a 1980, em pesquisa histórica, que resultou na publicação de três livros sobre o cinema novo, dentre os quais: O Mito da Civilização Atlântica: Gláuber Rocha, Cinema, Política e a Estética do Inconsciente (Editora Vozes, 1982).
Documentário. De Raquel Gerber. 1989 / Restauração digital 2008. Cor. 91min. Fotografia adicional Adrian Cooper, Jorge Bodanzky e Pedro Farkas. Trilha sonora Naná Vasconcelos.
Comentário Geral
Escravos

O programa Comentário Geral de quarta-feira (18), às 20h, vai abordar o tema escravo. Quatro atores falam de personagens que representaram no cinema e na TV, e que tratavam da escravidão no Brasil: Zezé Mota foi Xica da Silva, mesmo nome do filme de Cacá Diegues, de 1976. Antônio Pompeu fez Zumbi em Quilombo, filme também dirigido por Cacá Diegues, em 1984. Paulo Betti interpretou o “homem do papagaio”, e atuou também como diretor, junto com Clóvis Bueno, de Cafundó, filme de 2005 que ganhou entre outros prêmios, 5 Kikitos no Festival de Cinema de Gramado. Edwin Luisi completa a lista: ele foi Álvaro na novela A Escrava Isaura, sucesso no Brasil e no mundo, em 1976/1977.
Geraldo Carneiro visita o programa para falar sobre o poeta baiano Castro Alves. Apesar da morte prematura, aos 24 anos de idade, Castro Alves deixou uma obra de combate à escravidão, a exemplo de Navio Negreiro, e outros poemas importantes da literatura brasileira. O historiador e escritor Eduardo Fonseca Jr. conta um pouco sobre o seu livro Zumbi dos Palmares.
O Comentário Geral agora vai ao ar excepcionalmente nesta quarta-feira, dia 18, às 20h, na TV Brasil.
DOCTV IV
Negros

O DOCTV IV desta quinta (19), às 23h, vai exibir o documentário Negros, um retrato da construção da imagem do negro na Bahia, por meio de filmes e vídeos de arquivos´público e privado dos anos 20 até o ano 2000. O foco do roteiro não é a grande narrativa nem a história oficial, mas sim as práticas do cotidiano, com imagens sugestivas através de uma câmera que aprecia a diversidade cultural do povo.
Os variados suportes adotados no documentário – película, vídeo e mídias digitais – incorporam como linguagem todas as diferenças de cor, textura, definição e áudio. Neste documentário uma célula sonora pode revelar tanto ou mais que as imagens. A trilha sonora é resultado de uma pesquisa sobre ritmos, sons e músicas afrobaianos, programas de rádio, televisão, jingles e comerciais, todos dentro do mesmo recorte temporal.
De Mônica Simões. 52 minutos. Co-produção: Mônica Simões | Santo Forte | IRDEB - TVE Bahia
Paratodos mostra a cultura negra

O Paratodos deste sábado (21), às 19h30, vai mostrar o primeiro Quilombo oficial do Brasil, localizado no Amapá. A equipe do programa viajou ao estado do norte do país e registrou a vida das famílias - são quase 400 - que, há dez anos, formam a Comunidade Quilombola de Curiaú. Lá, tradições como a Ladainha, o Marabaixo e o Batuque passam de pai para filho e garantem a preservação da cultura negra entre as novas gerações.
De Macapá, o grupo seguiu para Salvador, onde revela o que a feijoada da baiana tem. Os telespectadores vão conhecer o restaurante Alaide do Feijão, um verdadeiro quilombo cultural no Pelourinho. Saindo da Bahia, o programa desloca-se até São Paulo para apresentar o projeto Kolombolo, pelo qual professores e compositores levam o samba às salas de aula. E a apresentadora Letícia Ottomani mostra como vivem os artistas de rua de São Paulo.
O cenário dessa edição de Paratodos apresenta ainda obras do artista Achiles Luciano, que participa de shows e pinta músicos sob olhares atentos do público. E, para encerrar o programa, foi convidado o grupo Batuque do Futuro. É formado por jovens de 13 a 17 anos do Jardim Rebouças, na periferia de São Paulo, onde eles têm aulas de canto e aprendem a tocar percussão e a preservar a riqueza da nossa cultura.
Apresentação Letícia Ottomani e Big Richard
Editora-Chefe Márcia Dutra
Sábados, às 19h30, e Quintas, às 18h.
ABZ do Ziraldo – 12h

No programa desta semana, Ziraldo entrevista Ruth Rocha, uma das maiores escritoras infanto-juvenil do país. Entre as obras da autora estão livros como Romeu e Julieta, Um cantinho só para mim, Marcelo, Marmelo, Martelo, entre outros. A plateia também é convidada para participar da entrevista fazendo perguntas para a escritora.
Ruth Rocha é membro da Academia Paulista de Letras desde 2007. Acumula cinco prêmios Jabuti, considerado um dos mais importantes do Brasil. Seu livro mais conhecido, Marcelo, Marmelo, Martelo já vendeu mais de 1 milhão de cópias.
Outro destaque do programa é o mímico Josué Soares que, além de se apresentar, também bate um papo com as crianças da plateia após abrir a boca com um “zíper imaginário”. E ainda, o contador de histórias Flávio Souza desperta a imaginação do público ao contar a fábula japonesa Tartaruga do Casco Liso.
Apresentação Ziraldo.
Direção Dermeval Netto.
Produção FBL Criação e Produção.
Tema Musical Zé Zuca.
Domingo, 12h; Sexta-feira, às 13h45.
Livre
O Stadium deste domingo mostra o projeto Carceragem Cidadã que incentiva a socialização de detentos por meio do esporte. O programa também exibe uma reportagem com uma representante brasileira na patinação artística. Outro destaque é uma entrevista com Dragos Stanica, técnico da seleção brasileira de levantamento de peso.
O repórter Juliano Lima visitou a 52ª DP em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e revela o cotidiano dos presos que jogam futebol e participam do projeto Carceragem Cidadã. Além desse esporte, eles praticam o tênis de mesa e fabricam pipas.
O programa ainda exibe uma entrevista com a patinadora artística Bruna Wurts. Com apenas nove anos, ela já coleciona cerca de 30 títulos na modalidade. Outro entrevistado é o técnico da seleção brasileira de levantamento de peso Dragos Stanica. A repórter Letícia Sarandy conversa com esse romeno apaixonado pelo Brasil, que ingressou no halterofilismo aos 13 anos e, hoje aos 42, realiza este trabalho no país.
E, para finalizar esta edição, o repórter Flávio Winick desvenda a rotina de um fotógrafo de esportes radicais.
Apresentação Rosana Mattos e Naná Nascimento.
Editor-chefe Arnaldo Mexas.
Apoio cultural Caixa Econômica Federal.
Comentário Geral – 19h30
Bandeira

Dia 19 de novembro é do Dia da Bandeira, e este é o tema do programa desta semana. Para começar, o jornalista Fernando Molica, vencedor do prêmio Vladimir Herzog de reportagem de TV em 2004, conversa sobre o seu segundo livro de ficção, Bandeira Negra, Amor. Um romance onde são mostradas várias faces do racismo brasileiro.
O cantor e compositor Pery Ribeiro comenta a música Bandeira Branca, de autoria de Laércio Alves e Max Nunes, sucesso em muitos carnavais na voz da sua mãe, Dalva de Oliveira. Pery também aborda a estreia da minissérie da Rede Globo Dalva e Herivelto, sobre a vida de seus pais.
Qual a função do bandeirinha num jogo de futebol? O comentarista da TV Globo, José Roberto Wright tira essa e outras dúvidas sobre o profissional. E o bandeirantismo é o tema de Lúcia Tavares, diretora executiva nacional da Federação de Bandeirantes do Brasil. Já o historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Hiran Roedel, explica o que foram as Entradas e Bandeiras, ocorridas no Brasil durante o período colonial. Séculos depois, uma bandeira multicolorida, com as cores do arco-íris, vira símbolo do movimento gay. Assunto para Júlio Moreira, coordenador técnico do grupo Arco-Íris.
Outro assunto é a importância das bandeiras e as regras para sua utilização que são mostradas pelo deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). O capitão Marcos Rabello, oficial regente da Banda do Corpo de Fuzileiros Navais, fala sobre o Hino à Bandeira.
A porta-bandeira Selminha Sorriso, da Beija-Flor, explica a importância da sua função numa escola de samba. No Rio de Janeiro, uma praça e um bairro foram nomeados em homenagem à bandeira. Conversa para o historiador Milton Teixeira.
Apresentação Fernanda Dedavid.
Direção Lilian Mary Vidal.
Domingos, às 19h30; quartas, às 20h.
Não recomendado para menores de 16.
Conexão Roberto D'Avila – 20h
Conexão Roberto D'Avila homenageia Anselmo Duarte

Para homenagear o cineasta Anselmo Duarte, que morreu no último dia 7, o jornalista Roberto D'Avila vai relembrar momentos marcantes de sua vida exibindo uma entrevista que fez com o diretor de cinema, em 2000.
Na conversa, Anselmo contou um pouco sobre sua história, sua viagem à Europa e sobre os prêmios que recebeu ao longo da carreira.
A paixão pelo cinema começou cedo. Desde os 8 anos de idade, Anselmo já era fascinado pela sétima arte. Não por acaso, ele foi o primeiro brasileiro que ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes, pelo filme O Pagador de Promessas. Durante o festival, Anselmo competiu com grandes nomes do cinema mundial como Luis Buñuel, Robert Bresson e Michelangelo Antonioni. No programa, ele relata como recebeu a premiação e como foi sua volta ao Rio de Janeiro, onde foi recebido pelos jornalistas Carlos Lacerda e Samuel Wainer.
No início de sua carreira, o cineasta trabalhou como ator e, posteriormente, como diretor e roteirista. Mas, na verdade, ele revelou que seu grande sonho era ser câmera. Além disso, Anselmo também atuou como molhador da tela cinematográfica. Essa fase de sua vida é retratada no filme O Crime do Zé Bigorna, dirigido por ele próprio.
Na entrevista, ele diz que quase não foi à Cannes com o filme Veredas, por terem alegado que o filme era comunista. Mas que bancou sua viagem e, ao chegar lá, a obra empatou, em primeiro lugar, com o filme de Jean-Luc Godard.
Sem mágoas, Anselmo Duarte falou das críticas que recebeu, das histórias distorcidas da imprensa e conclui dizendo que onde passava O Pagador de Promessas era uma grande euforia. Ele também desabafou e disse que gostaria de ter recebido o reconhecimento de seus colegas que tinham vergonha de aparecer ao seu lado depois da Palma de Ouro.
Produção Intervídeo.
Apoio cultural Petrobras.
Domingo, 20h.
Arte com Sérgio Britto – 23h30
Música no cinema é tema de Arte com Sérgio Britto

O programa Arte com Sérgio Britto de domingo (15) apresenta um especial sobre música no cinema. O ator e diretor Sérgio Britto entrevista o crítico de cinema Marcelo Janot, que fala como a trilha sonora é um componente importante nos filmes.
Marcelo Janot é jornalista, crítico de cinema e DJ. Iniciou sua carreira jornalística em 1992 e, atualmente, é crítico de cinema. Desde 1994, ele vem construindo carreira como DJ, o que o levou a ser reconhecido no Brasil e no exterior como profissional do ramo, especializado em música brasileira.
Entre os longas citados no programa que têm a música como presença importante no sucesso do filme, estão: E o vento levou, e Deus e o diabo na terra do sol.
Apresentação Sérgio Britto
Direção geral Sérgio Cardia
Roteiro Sandra Lousada
Produção Regina Vieira
Apoio cultural Petrobras.
Não recomendado para menores de 14.

Programa de Cinema – 01h15
Carrossel da Esperança

Para fechar a semana em homenagem ao cinema francês, a TV Brasil exibe o filme Carrossel da Esperança, realizado em 1964, por Jacques Tati.
Uma vez por ano, uma feira traz atrações como um cinema ambulante para o pequeno vilarejo de Sainte-Sévère, no interior da França. Em uma das sessões, François, o carteiro do local, assiste à projeção de um documentário sobre o serviço postal norte-americano e decide colocar o método em prática para fazer o correio chegar mais rápido. Montado em sua bicicleta, se lança pelo campo com vigor. Passa carros, gira em torno de uma vaca, encontra uma cabra ignorante, uma abelha irritante e um incontável número de copos de vinho branco que se interpõem em seu caminho.
Tati pretendia que Carrossel da Esperança fosse a cores mas, por segurança, também o filmou em P&B, cópia que chegou aos cinemas. Em 1964, o diretor acrescentou novas sequências, da mesma forma que coloriu imagens à mão. O azul, branco e vermelho da França surgem quando as imagens que desenha no papel interagem com as que Tati projeta na tela. Carrossel da Esperança marca a comunhão entre diretor, público e personagens. O filme recebeu o prêmio de Melhor Cenário do Festival de Veneza, 1949 e Grande Prêmio do Cinema Francês, 1953.
(Jour de fête) França. De Jacques Tati. Comédia. 1964. Cor. 79min. Com Jacques Tati, Paul Frankeur, Guy Decomble, Santa Relli, Maine Vallée, Delcassan, Roger Rafal, Robert Balpo, Jacques Beauvais.
Livre
Rede Jovem Cidadania – 17h30
Preto ou Negro é o assunto do Rede Jovem Cidadania
No programa de segunda-feira(16), os correspondentes da Rede Jovem Cidadania vão à Casa de Detenção Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, onde entrevistam o rapper Beat Street. Na entervista, Beat Street dá sua opinião sobre as questões relacionadas aos temas do preto ou negro, racismo, etc.
O “Debate no Meio da Rua”, outra parte do programa, é comandado por Bombi que também discute racismo. Marilene, do grupo Eu sou Angoleiro, conta a história de Pastinha - o “guardião” da capoeira de Angola. E ainda, no quadro “Nomes de Rua”, os correspondentes vão à rua Zumbi e contam um pouco de sua história.
Equipe Aléxia Melo, Ana Tereza Brandão, Beto Assenção, Giovania Monique, Clebin dos Santos, Marisa Revert, Michel Brasil, Eu Pena Forte
Segundas, às 17h30.
De Lá Prá Cá – 22h
Revolta dos Alfaiates

O programa desta segunda-feira (16) fala sobre um dos momentos mais importantes da história do país: a Revolta dos Alfaiates. O processo dramático e violento que pôs fim a Revolta, também conhecida como Inconfidência Baiana, está completando 210 anos. A Conjuração Baiana foi o movimento separatista mais radical do Brasil Colônia. Além de alfaiates, participaram da revolução sapateiros, bordadores, ex-escravos, padres, médicos e advogados.
Com a mudança da capital brasileira de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763, menos recursos foram destinados à cidade baiana. Além disso, o aumento dos impostos e as exigências das colônias contribuíram para piorar as condições de vida da população local. Insatisfeitos, em 1798, diversos setores de classes média e baixa decidiram se reunir e lutar pela instalação de um governo democrático e independente de Portugal.
No entanto, a violenta repressão metropolitana conseguiu desarticular o movimento, que nem chegou a se concretizar. Os membros da elite que estavam envolvidos foram condenados a penas mais leves ou tiveram suas acusações retiradas. Em contrapartida, os populares que encabeçaram o movimento conspiratório foram presos, torturados e, ainda outros, mortos e esquartejados.
Para comentar sobre este episódio histórico, participam do programa a historiadora Maria Helena Flexor, os historiadores Luiz Henrique Tavares e Joel Rufino, o jornalista e historiador Marco Morel, Patrícia Valim e, para finalizar, o ritmo tipicamente baiano do grupo Olodum.
Apresentação Ancelmo Gois e Vera Barroso.
Produção executiva Tathiana Targine.
Roteiro Marcio Parente.
Direção Carolina Sá.
Direção geral José Araripe Jr.
Domingo, 18h.
Cozinha Brasil - 12h30
Cozinha Brasil viaja até o Paraná, fala da culinária e apresenta um pouco da cultura da região
O programa de terça-feira (17) visita a cidade de Morretes no Paraná. Lá o Cozinha Brasil conversou com moradores da região que deram dicas de receitas, de histórias da cidade e, ainda, mostraram um pouco da cultura local.
Morretes é um verdadeiro caldeirão de raças, combinando a cultura do caboclo com a influência de imigrantes de várias partes da Europa e da Ásia. Um prato cheio de atrações para o visitante. A cidade, construída em 1885, preserva a arquitetura original e possui uma bela vista para as montanhas.
O Cozinha Brasil vai ensinar como escolher e conservar os alimentos e também como aproveitar melhor seus nutrientes, através de quatro receitas: um prato principal, uma guarnição, uma sobremesa e uma bebida. Além disso, o programa mostra como é possível compor um cardápio saudável, saboroso e muito econômico com receitas testadas e aprovadas.
Terças e sábados, às 12h30.
Expedições -20h
Origens do Rio Amazonas I

Nesta terça-feira, o Expedições exibe o primeiro documentário da série sobre a história do Rio Amazonas. Até hoje vários expedicionários e instituições de pesquisa investigam as origens do Amazonas. O rio possui a maior bacia hidrográfica do planeta. Com dimensões colossais, desce mais de 5000 metros das montanhas do Andes, atravessa o continente da América do Sul, inunda a Planície Amazônica e desagua no Oceano Atlântico.
O primeiro episódio exibe momentos marcantes das expedições que Paula Saldanha fez pelo rio. Em 1994, ela foi até a nascente do Amazonas e trouxe as coordenadas de suas origens para os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Apresentação Paula Saldanha.
Produção RW Cine.
Apoio cultural Petrobras.
Sábados, 14h; domingos, 16h30.
Livre
Observatório da Imprensa – 23h
Venezuela parte II
O programa Observatório da Imprensa exibe nesta semana a segunda parte do especial sobre a Venezuela.
A equipe do programa viajou até Caracas, capital do país, e realizou onze entrevistas com diretores de jornais e emissoras de televisão, jornalistas, sociólogos, historiadores, comunicólogos, "scholars" e um alto funcionário do governo. Nomes como Alberto Ravell, Maryclen Steeling, André Cañizalles, Teodoro Petkoff, Ministra Blanca Eekhout, Aram Ahranian, Ewald Sharfenberg, Eleazar Díaz Rangel, Lilian Blasser, entre outros, deram seus depoimentos para os programas que serão apresentados ao vivo, às 23h, por Alberto Dines, com participação especial do jornalista Cláudio Bojunga.
Em meio ao cenário de prós e contras envolvendo o governo do presidente Hugo Chávez, o Observatório da Imprensa vem mostrando em seus dois programas especiais – o primeiro foi exibido na semana passada - alguns aspectos dessa discussão. Entre as questões que estarão à mesa: o “chavismo”, as virtudes e riscos do bolivarianismo, o caráter do regime, a intolerância do governo à crítica e à imprensa, as intimidações contra as emissoras de televisão e de rádio (como a não renovação das concessões e as multas desproporcionais) e dos jornais (obstáculos à importação de papel, multas, cancelamento de publicidade oficial, recusa de receber a oposição).
Outro debate se refere à proposta de ingresso da Venezuela no Mercosul. A equipe do Observatório da Imprensa vai destacar que, entre os compromissos dos países-membros do Mercosul, constam a pluralidade de partidos, a alternância de poder, tribunais independentes e a liberdade de imprensa garantida na Constituição. Será discutido, portanto, se a Venezuela liderada por Hugo Chávez adota o modelo e atende a essas exigências . Vale lembrar que o Brasil, Chile e Uruguai procuram conciliar o respeito à imprensa como valor universal. E, na Argentina, outro país do Mercosul, o governo de Cristina Kirchner tem adotado medidas para disciplinar os meios de comunicação.
Editor-chefe e apresentador Alberto Dines.
Realização TV Brasil.
Alto Falante - 17h30
Alto Falante apresenta banda paulista, o Eletronika e um pouco do rock americano.
O programa Alto Falante vai apresentar na quarta-feira (18) a banda paulista Garotas Suecas, que mostrará duas das músicas registradas em seus dois EPs ( CD single, com cinco músicas no máximo) e uma outra inédita que fará parte do primeiro CD cheio, que a banda pretende lançar em 2010.
Tem ainda a cobertura completa do festival Eletronika, com performances de Virna Lisi, Rubin Steiner(FRA), Black Drawing Chalks, entre outros. E mais: notícias, lançamentos e o calendário dos shows mais quentes que estão pra rolar, em território brasileiro.
Quartas, 17h30; sábados, 16h.
A TV que Se Faz No Mundo – 20h30
Colômbia

O programa desta semana mostra como é a televisão na Colômbia.
Como fazer um programa de investigação num país onde o jornalismo é um trabalho de alto risco? Apesar de numerosas ameaças de morte, Hollman Morris arrisca a própria vida em seu seu programa Contravia, cobrir assuntos de guerrilha, narcotráfico e miséria social. É o único programa no país que se dedica a investigar os temas.
O que faz sucesso na televisão colombiana, porém, são as telenovelas. No início dos anos 2000, as emissoras revolucionaram o gênero introduzindo humor e crítica social nas séries. Apesar disso, os temas mais clássicos, como famílias rivais, vinganças e histórias de amores proibidos continuam sendo muito populares.
Atualmente, a telenovela com maior audiência é Paixão de Gavilanes, sucesso tanto na Colômbia como nos quatro cantos do mundo. Outro destaque foi Betty, a Feia, que narrava as desventuras de uma jovem desengonçada no mundo das finanças. Esta série foi regravada em alguns países.
Outra antiga atração que, desde 1955, reúne todas as noites os telespectadores diante da televisão é O Minuto de Deus. É, sem dúvida, a emissão ao vivo mais antiga da radiodifusão colombiana. Com mensagens religiosas e comentários sobre assuntos da atualidade, o programa conseguiu muito sucesso e é, hoje, criador de obras sociais respeitadas em todo o país.
Documentário. De Vladimir Donn. 2005-2009. 26 min. Produção Point du Jour - Vladimir Donn & Luc Martin-Gousset. França.
Não recomendado para menores de 12 anos
3 a 1 - 23h
O poeta Thiago de Mello dá entrevista ao programa 3 a 1

Nesta edição do 3 a 1, o poeta amazonense Thiago de Mello é entrevistado pelo apresentador Luiz Carlos Azedo, pela presidente da TV Brasil, jornalista Tereza Cruvinel e pelo Editor de Cultura do jornal Correio Braziliense, José Carlos Vieira.
O poeta conta por que nunca quis sair do Amazonas, apesar de ter se mudado para o Rio de Janeiro, onde cursou medicina. Hoje, com 83 anos, Thiago vive em seu estado natal. Durante a entrevista, ele ainda revela o que pensa do eixo Rio-São Paulo e fala sobre o período de exílio. Na ditadura militar, fugiu para o Chile. E foi justamente nessa época que ele conheceu o poeta Pablo Neruda,com quem desenvolveu uma profunda amizade.
A história de vida de Thiago de Mello é marcada pelo engajamento político. Poemas como Os estatutos do Homem, publicado em 1964, e Madrugada Camponesa, do mesmo ano, já revelavam a íntima relação que o poeta alimentava com a liberdade. Hoje, ele continua a defender uma relação mais livre do homem com a natureza como expressa claramente em suas obras.
Papo de Mãe – 18h30
A violência nas escolas

O programa Papo de Mãe de quinta-feira (19) vai discutir o tema violência no ambiente escolar, incluindo o bullying, prática de intimidação física ou verbal que ocorre repetidamente contra uma pessoa indefesa. Um estudo Unesco feito em 14 capitais brasileiras revela que 70% dos estudantes que têm arma de fogo em casa a levaram para a escola e que 47% dos professores já sofreram agressões verbais. No estúdio, pais, professores, psicólogos e pedagogos discutem o tema.
Apresentação, criação e roteiro Mariana Kotscho e Roberta Manreza
Direção Vando Mantovani
Reportagens Rosângela Santos, Davi de Almeida e Pedrinho Tonelada
Produção Rentalcam
Realização TV Brasil
Quintas, 18h30; Domingos, 13h30; Segundas, 12h30; e Terças, 18h30.
Cultura Ponto a Ponto – 20h
Cultura Ponto a Ponto apresenta a Biblioteca do Fórum Social e a Casa
da Ribeira
O programa desta semana vai mostrar uma biblioteca que foi criada em Porto Alegre com doações de livros recebidas no Fórum Social Mundial. Instalada em um bairro antigo da capital gaúcha, a biblioteca abriga livros e ainda promove uma infinidade de atividades para a vizinhança. Por falta de locais disponíveis, a população local começou a solicitar a casa para a realização de trabalhos comunitárias e oficinas. Resultado: o espaço passou a ser usado por artistas para a gravação de músicas, para festas, brechós semanais e diversas atividades de incentivo à leitura. Vizinhos, artistas, jovens e grupos de colégios, todos são bem-vindos nessa cultura de cultura.
O outro projeto é a Casa da Ribeira, em Natal (RN): o centro cultural que abriga um programa de formação para jovens entre 15 e 18 anos. Os núcleos de trabalho são: interpretação, cenografia, figurino, iluminação e video-arte. Durante os três anos de duração do curso, os alunos montam três espetáculos diferentes. A partir do segundo ano, eles já se engajam na monitoria e, aos poucos, vão se tornando multiplicadores. O projeto já mudou a vida de muita gente e ofereceu mão de obra especializada no mercado de trabalho. O trabalho desse Ponto de Cultura envolve tanto os jovens quanto suas famílias.
Direção e roteiro João Vargas
Direção de Produção Flávia Maggioli
Coordenação de Produção Meri Mercia
Parceria TV Brasil e Secretaria de Programas e Projetos Culturais do MinC.
Domingos, 14h30.
Livre
Caminhos da Reportagem - 22h
Brasília além dos monumentos

O Caminhos da Reportagem de quinta-feira (19) traz uma radiografia de Brasília, que está prestes a completar 50 anos de idade. Criada pelo presidente Juscelino Kubitschek e projetada pelos arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, a capital federal continua sendo um desafio mesmo depois de quase cinco décadas. Ainda atrai imigrantes e, mesmo cercada de problemas, tem a maior renda per capta do país.
Ao mostrar a realidade brasiliense, a reportagem da TV Brasil registra que o adensamento populacional, muitas vezes desordenado, sobrecarrega o sistema público de saúde, já que moradores de cidades vizinhas de Goiás e Minas buscam atendimento no Distrito Federal. E mais: os baixos níveis de escolaridade e as condições socioeconômicas das cidades do entorno da capital aumentam os problemas com drogas e violência. Além disso, as deficiências no transporte público vêm provocando congestionamentos cada vez maiores no trânsito. Patrimônio histórico da humanidade, Brasília enfrenta, como capital dos brasileiros, o desafio de integrar contrastes tão comuns no país.
Quintas, às 22h, e Sábados, às 23h45.
Programa Especial – 18h
Programa Especial fala sobre teatro e inclusão social
No Programa Especial desta semana, o repórter cadeirante José Luiz Pacheco, em um jipe particular adaptado, leva a deficiente visual Virgínia Menezes para um passeio pelas ruas do centro do Rio de Janeiro. Os dois passam por pontos turísticos como os Arcos da Lapa e a Igreja da Candelária.
No quadro Tudo que você queria saber sobre deficiência, mas nunca teve coragem de perguntar, atores do Centro de Artes de Laranjeiras e dos grupos Nós do Morro e Teatro Novo conversam sobre teatro para artistas com e sem deficiência. Além do bate-papo, eles mostram todo o talento em uma cena de Romeu e Julieta.
O programa também apresenta uma parceria muito especial. A Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação e o Colégio Pinheiro Guimarães se uniram para mostrar aos alunos, por meio do esporte, a importância da inclusão social.
E ainda, a equipe conta a história da família de Kika. Ela é mãe de três filhos, dois ouvintes e um deficiente auditivo. Eles mostram a importância da união familiar na luta pela inclusão.
Apresentação Juliana Oliveira.
Reportagens Fernanda Honorato e José Luiz Pacheco.
Produção No Ar Comunicação.
Apoio cultural Petrobras.
Sexta, às 18h, e sábado, 13h.
Livre
Diverso - 17h30
Diverso de sexta-feira vai falar sobre a Tatuagem

O programa Diverso desta sexta-feira (20) explora o fenômeno da tatuagem e a utilização do corpo como veículo vivo de expressão. Investiga o simbolismo, estigma, preconceito, individualidade e arte dos desenhos, além de mostrar como a sociedade se relaciona com esses símbolos.
E mais: no quadro Locutório, o Diverso apresenta um bate-papo via webcam, com a antropóloga Débora Leitão. Também entrevista o sociólogo Euclides Guimarães e a psicanalista Isabel Haddad.
Apresentação e edição Eduarda Las Casas
Produção e reportagem Carina Santos e Leandro Lopes
Imagens Delmarinho Queiroz
Edição de imagens Marco Túlio Ulhôa
Nova África – 22h
Nova África mostra o estilo de vida e a cultura dos africanos

Quem habita a África? Quem são os africanos? Que diferenças existem entres os diversos povos do continente? A equipe do “Nova África” viajou para regiões remotas do continente para registrar o estilo de vida e a cultura dos povos mais antigos do continente. Muito antes da grande expansão Bantu que mudou para sempre a cara da África, Pigmeus e Khoisans habitavam regiões extensas. O programa vai mostrar povos muito diferentes entre si, que hoje se refugiam em rincões isolados para poder sobreviver, mas que trazem em sua pele os registros mais antigos da “longa jornada humana” no continente africano.
Apresentação Aline Midlej
Direção Henry Daniel Ajl e Luiz Carlos Azenha
Direção de Fotografia Markus Bruno
Coordenação de Produção Tatiana Barbosa
Produção Paulo Eduardo Palmério
Sextas, às 22h.

Revista do Cinema Brasileiro – 21h30
A animação brasileira é o destaque do programa

O Revista dedica esta edição à animação brasileira e, para isso, acompanhou a edição da TAC - Television Animation Conference - que aconteceu nas cidades de Ottawa e Montreal, no Canadá, em outubro passado. A TAC é parte do Festival Internacional de Animação de Ottawa e o maior mercado de animação da América do Norte. Na ocasião, Brasil e Canadá celebraram parcerias.
Além das atividades de mercado, a programação da delegação brasileira (27 executivos de 20 produtoras) incluiu uma extensão do Programa Internacional de Capacitação em Animação (PIC), com visitas a estúdios de animação e ao National Film Board em Montreal, master classes, encontros com potenciais coprodutores, compradores e distribuidores locais e internacionais.
O destaque deste programa especial é o filme Nautilus, de Rodrigo Grava e Cleverson Saremba. Um longa- metragem de animação em 3d que está com o lançamento previsto para 2011.
O Revista teve acesso exclusivo a trechos do filme e traz entrevistas com os envolvidos na produção que contam desde o processo de criação até a concepção dos traços dos bonecos. Também visitou os estúdios da Labocine, onde estão sendo criados os personagens para conferir, em primeira mão, este longa que tem como tema principal a Itália do século XV. Nautilus é um filme de época que conta a história das disputas navais.
Apresentação Júlia Lemmertz.
Produção Maltberg Cinema e Vídeo.
Livre
Programa de Cinema – 22h
A Hora da Estrela

A Hora da Estrela é baseado no romance homônimo de Clarice Lispector. É o primeiro longa-metragem de Suzana Amaral, e narra a tragédia social do retirante nordestino a partir do percurso de Macabéa, uma imigrante alagoana que abandona o Nordeste para viver na metrópole. O filme alcançou expressiva repercussão e conquistou alguns dos principais prêmios nos festivais de Brasília e Berlim.
Macabéa é uma imigrante nordestina semianalfabeta que trabalha como datilógrafa numa pequena firma e vive numa pensão. Ela conhece o também nordestino Olímpico, um operário, e os dois começam a namorar. Glória, uma colega de trabalho de Macabéa, rouba-lhe o namorado, seguindo o conselho de uma cartomante. Macabéa também consulta a mesma cartomante, que prevê seu encontro com um homem rico, bonito e carinhoso. Macabéa sai feliz, sem saber o destino trágico que a espera.
Marcélia Cartaxo recebeu o Urso de Prata em Berlim, em 1986, por sua interpretação de Macabéa.
Ficção. Drama. De Suzana Amaral. 1985. P&B. 96min.
Não recomendado para menores de 12 anos
Legenda oculta (closed caption)
Para acessar o sistema de transmissão de legendas via sinal de televisão, nos programas da TV Brasil, entre na função menu do aparelho de TV, escolha a opção closed caption, seguida da função on (ligado). Esta fica oculta, até o acionamento pelo usuário, e permite aos deficientes auditivos acompanhar os programas transmitidos pela emissora.
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