03/03/2012 - 20h30
Como diretores encaram o desafio de dirigir o primeiro longa da carreira

Maria Luiza Mendonça e Luciano Moura
Todo diretor que hoje é reconhecido pelo público passou pelo momento de lançar o primeiro filme, aquele que ficou marcado para sempre como a sua estreia. No Revista do Cinema Brasileiro de sábado (3), às 20h30, o público vai relembrar os primeiros trabalhos de diretores consagrados e ver alguns trabalhos de quem está se lançando no ramo.
Depois de viajar o mundo e ser assistente de Manoel de Oliveira, Mika Kaurismaki e Edgar Navarro, João Rodrigo Matos faz a sua estreia na direção do filme Trampolim do Forte. O longa narra a trajetória de meninos de 10 a 12 anos, que precisam trabalhar nas ruas para contribuir com o orçamento da casa. O diretor traz detalhes do projeto, que venceu o prêmio de desenvolvimento de roteiro da Globo Filmes, além do edital de baixo orçamento do Ministério da Cultura.
Ser estreante no cinema não significa necessariamente inexperiência. Apesar de se tratar de uma arte com características próprias, muitos diretores estreantes acumulam no currículo trabalhos audiovisuais como curtas-metragens, filmes publicitários e séries de televisão. É o caso de Luciano Moura, que estará no estúdio do programa para um bate-papo sobre o longa-metragem Cadeira do Pai. O filme traz à frente do elenco nomes como Wagner Moura, Lima Duarte e Marana Lima. Contemplado com o edital de Paulínia, e produção da O2 filmes, é considerado pelo diretor como uma narrativa intimista, longe do padrão dos filmes brasileiros. Luciano vai falar sobre suas motivações para realizar o projeto e sobre a parceria com Elena Soarez, com quem assinou o roteiro.
Ainda nesta edição, as diretoras Letícia Simões e Roberta Marques vão falar sobre seus primeiros trabalhos no cinema. Em Bruta Aventura em Verso, Letícia mistura teatro e dança, criando uma narrativa audiovisual a partir dos poemas de Ana Cristina Cesar, um dos principais nomes da poesia marginal dos anos 70.
Já Roberta escolheu as praias de Mucuripe e Iracema, em Fortaleza, como locações para Rania, filme que conta a história de uma menina de 15 anos que quer ser bailarina. Para realizar o seu sonho, a protagonista parte em uma viagem que vai definir o seu futuro.
Apresentação: Maria Luisa Mendonça
Coprodução TV Brasil e MAltberg
Horário: 20h30
25/02/2012 - 19h30
As novidades do cinema de animação e uma entrevista com Aída Queiroz, do Anima Mundi

Maria Luiza e Aída Queiroz
O Revista deste sábado (25), às 20h30, vai falar sobre a produção brasileira na área, que, apesar de concentrada em curtas metragens e filmes publicitários, também conta com preciosos longas.
Só em 2006, foram mais de 18 milhões de espectadores assistindo aos filmes de animação. E a principal vitrine para as produções nacionais e internacionais é o Anima Mundi, que em 2011 recebeu inscrições de cerca de 80 países, em mais de 1300 filmes, entre curtas e longas. A organizadora do Festival, Aída Queiroz, contou à apresentadora Maria Luiza Mendonça como surgiu a ideia de fazer o Anima Mundi e qual a sua avaliação sobre esses quase 20 anos de história. A animadora falou ainda sobre as produções nacionais e estrangeiras e sobre a dificuldade de viabilizar um longa de animação.
Esta edição traz também uma matéria sobre o filme ‘Ritos de Passagem’do cineasta e artista plástico baiano Chico Liberato. O diretor se inspirou nos personagens do imaginário nordestino Antônio Conselheiro e Lampião para criar os amigos Santo e Guerreiro. Utilizando a estética do cordel, o filme mostra as reflexões dos personagens sobre suas escolhas ao longo da vida enquanto atravessam o Rio da Morte. O filme tem estreia prevista para dezembro.
Os atores Selton Mello e Camila Pitanga também foram parar no mundo da animação, emprestando suas vozes ao filme ‘Uma História de Amor e Fúria’, do diretor Luiz Bolognesi. A produção do filme está sendo feita pelos irmãos Gullane, os mesmos que produziram Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodansky, esposa de Bolognesi. O Revista foi conferir como anda este trabalho entre amigos.
O programa ainda mostra como um pequeno avião vermelho está representando o Brasil no Festival de Cinema de Animação de Annecy, na França. O livro ‘As Aventuras do Avião Vermelho’, de Érico Veríssimo, já ganhou os palcos de teatro e agora chega às telas de cinema como um longa de animação. O menino Fernandinho, dublado pelo estreante Pedro Yan, enfrenta seus medos e viaja pelo mundo pilotando seu avião vermelho, na companhia inseparável do boneco Chocolate. Na dublagem, o ator Milton Gonçalves dá a voz ao avião, e Lázaro Ramos, a Chocolate.
E tem mais aventura em animação e em 3D! O programa traz uma matéria sobre o longa ‘Nautilus’, de Rodrigo Cava. O diretor foi responsável pelas maiores bilheterias de animação do país com os filmes ‘Xuxinha e Guto’ e ‘Turma da Mônica e uma Aventura no Tempo’, e agora capitaneia mais um projeto com produção da Indiana Produções e de Marco Altberg. O filme traz uma história épica com Cristóvão Colombo criança, Leonardo da Vinci e Monalisa a bordo de uma caravela.
O Revista de sábado ainda mostra os detalhes da produção de ‘Cuca no Jardim’. O filme de Alê Abreu, mesmo diretor de Garoto Cósmico, ganhou uma exposição no CineSesc, em São Paulo.
Apresentação: Maria Luisa Mendonça
Coprodução TV Brasil e MAltberg
Horário: 20h30
Reapresentação: quinta, à 1h
18/02/2012 - 20h30
Cineastas falam sobre a paixão pelo samba

Maria Luisa com "Mineiro", diretor de "Eis aqui a Lapa"
Um gênero tão forte e popular como o samba apaixona até mesmo os que não fazem parte deste meio. Não é à toa que vários cineastas levaram suas escolas, intérpretes, compositores e canções preferidas para as telonas. O Revista do Cinema Brasileiro de sábado (18), às 20h30, vai falar sobre os documentários que retratam o universo do samba.
O roqueiro Paulo Miklos, do Titãs, foi um dos que mergulhou nesse ritmo. No centenário de Noel Rosa, ele fez uma homenagem ao sambista com um show ao lado do Quinteto Branco e Preto, e com participação da Velha Guarda da Vila Isabel, do sambista Oswaldinho da Cuíca, do rapper Happin Hood e da cantora Malu Magalhães. Tudo foi registrado pelas lentes de Alex Miranda, dando origem ao documentário A Alma Roqueira de Noel. Em entrevista para o programa, o diretor conta detalhes do projeto, um mosaico que mistura show, ensaios e bastidores, alternados por momentos em que Miklos conta histórias peculiares de Noel Rosa.
Para uma conversa no estúdio, Maria Luisa recebe o diretor Luiz Guimarães de Castro, o Mineiro. Ele já realizou diversos curtas sobre o tema e agora traz dois longas documentários: Partideiros e Eis aqui a Lapa, um registro de uma nova geração de sambistas cariocas que elegeu o casario centenário do centro da cidade como inspiração e reduto de boa música.
O amor de tantas pessoas por uma escola de samba despertou a curiosidade do diretor Fernando Capuano Marchiori. Ao conhecer de perto a Vai-Vai, escola fundada no bairro do Bexiga, em São Paulo, nos anos 30, Fernando percebeu que a história daria um filme. A inusitada mistura entre feijoada e macarronada completa 80 anos com o documentário Vai-Vai, 80 anos nas ruas. O programa traz uma reportagem sobre a produção, que tem 120 horas de gravação e mais de 130 entrevistados, entre eles o maestro João Carlos Martins e o rapper Mano Brown.
Esta edição ainda traz uma entrevista com Thereza Jessouroun, uma cineasta apaixonada por samba e, principalmente, pela Mangueira. Em Coração do Samba, a diretora revela toda a musicalidade de uma bateria de escola de samba. Para guiar o espectador ao longo do filme, ela chamou Elmo dos Santos, filho do fundador da bateria da Mangueira. O filme Coração do Samba tem coprodução da TV Brasil.
O diretor Bebeto Abrantes também estará no programa falando sobre o filme Batidas do Samba, um registro que desenha a evolução do ritmo desde o início do século XX, passando pela introdução dos instrumentos de percussão no gênero, sua transformação ao longo dos anos, até chegar aos dias de hoje. O longa ainda presenteia o público com ensinamentos dos mestres Marçalzinho, Monarco e Wilson das Neves.
Apresentação: Maria Luisa Mendonça
Coprodução TV Brasil e MAltberg
Horário: 20h30
11/02/2012 - 20h30
O processo de criação dos compositores para a sétima arte

Maria Luísa conversa com Dado Villa-Lobos
O Revista do Cinema Brasileiro de sábado (11), às 20h30, vai falar sobre as trilhas sonoras e sobre a importância das belas composições que tornam os filmes ainda mais encantadores.
A equipe de reportagem foi à casa de Ed Motta, apaixonado pela música, que também cultiva uma paixão pela sétima arte. Multi-instrumentista e colecionador de vinis, ele já assinou dezenas de trilhas para cinema e mostra em seu piano o que há de melhor nos filmes do Brasil e do mundo. O DJ e produtor musical Plínio Profeta foi premiado pela trilha-sonora do filme Feliz Natal, de Selton Mello, e renovou a parceria na nova obra do diretor, O Palhaço. Profeta assina também a trilha de Cilada.com, que tem roteiro de Bruno Mazzeo e direção de José Alvarenga Jr.
O músico veterano nos sets, David Tygel, é outro que dará as caras no programa. Ele assina trilhas como A Cor do Seu Destino, de Jorge Duran; O Homem da Capa Preta, de Sérgio Resende; Dois Perdidos Numa Noite Suja, de José Joffily; O Homem Nu, de Hugo Carvana, entre muitos outros.
E, no estúdio, Maria Luísa Mendonça recebe Dado Villa-Lobos, sobrinho neto do maestro Heitor Villa-Lobos, conhecido por ser o guitarrista da banda Legião Urbana. Dado criou trilha para filmes como Malu de Bicicleta, de Flávio Tambellini; Podecrer!, de Arthur Fontes; e O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca. Durante o bate papo, ele conta quais são suas referências na hora de compor, e quais trilhas está compondo atualmente.
Apresentação: Maria Luisa Mendonça
Coprodução TV Brasil e MAltberg
Horário: 20h30
04/02/2012 - 20h30
Como histórias do cotidiano ou de personagens reais rendem boas narrativas para a telona

Maria Luisa conversa com Sílvio Back
O programa de sábado (4), às 20h30, vai falar sobre as histórias da vida real que se transformaram em filmes. Podem ser biografias, grandes catástrofes, ou pequenos fatos do cotidiano. Roteiristas, escritores e autores, não raramente, se alimentam da realidade para darem forma a seus personagens, enquanto transformam situações que já aconteceram em cenas dramáticas.
Algumas histórias de noticiários, como o roubo de mais de R$ 160 milhões da sede do Banco Central de Fortaleza, faz perguntar se é um mundo de ficção, tamanha é a semelhança. O Revista traz uma matéria sobre o filme do diretor Marcos Paulo que conta como, sem tiros ou alarmes, bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros carregando três toneladas de dinheiro.
Longas sobre assaltos, roubos e de temática violenta geralmente atraem o público. Filmes como Ônibus 174, de José Padilha, ajudam a entender melhor o contexto sócio-econômico do país. A violência das grandes cidades e a banalização do crime também são retratadas em À Quente, À Frio, primeiro longa-metragem da diretora Juliana Reis. A história mostra como se dá a inversão dos papeis na sociedade, quando uma vítima pode virar, de uma hora para outra, principal suspeito de um crime. O programa mostra como foi o rodado o filme, que conta com os atores Gustavo Machado, Caco Ciocler e Marcelo Serrado no elenco.
Um pequeno bilhete deixado por uma adolescente em um apartamento também pode ser o suficiente para um novo projeto cinematográfico. Os cineastas Felipe Bragança e Marina Meliande enviaram uma carta inspirada em tal bilhete a 14 diretores. Como resposta, receberam pequenos filmes de 5 minutos, que foram costurados em um longa metragem exibido no Festival de Rotterdam. Esta edição do programa vai mostrar como surgiu o filme Desassossego, que teve sua última parte dirigida por Karim Ainouz, cineasta reconhecido pelo filme Madame Satã.
No estúdio, Maria Luisa Mendonça recebe o cineasta Silvio Back, que se inspirou na Guerra do Contestado para rodar dois filmes na década de 70: Guerra dos Pelados e O Contestado – Restos Mortais.
Apresentação: Maria Luisa Mendonça
Coprodução TV Brasil e MAltberg
Horário: 20h30
Reapresentação: segunda, à 1h
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