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11/02/2012 - 22h30

O Cangaceiro

Mistura de faroeste nordestino com drama romântico inspirado na figura de Lampião

Programa de cinema: O Cangaceiro, de Lima Barreto (1953)

O Cangaceiro, de Lima Barreto (1953)

Considerado um dos clássicos da cinematografia nacional, O Cangaceiro, de Lima Barreto, primeiro longa brasileiro a ser premiado em Cannes, é a atração de sábado (11), às 22h30. Distribuído em mais de 80 países – só na França, ficou cinco anos em cartaz – foi a grande consagração dos estúdios da Vera Cruz. Sua história se inspira na lendária figura de Lampião.

O tema, para a época, era absolutamente original: em meio à luta com as tropas organizadas por voluntários em busca de defesa de seus vilarejos, surge um conflito entre dois cangaceiros, capitão Galdino Ferreira e Teodoro, por conta de uma professora raptada a quem um deles pretende libertar por amor.

Esta mistura de faroeste nordestino, embora tenha sido filmado em São Paulo, com drama romântico, épico e histórico, tornou-se uma forma clássica do cinema brasileiro, criando o gênero cangaço, e provocando um impacto na carreira do diretor, que ele nunca conseguiu absorver. Barreto contou com a colaboração da escritora Raquel de Queiroz no roteiro.

O filme tem como música tema Mulher Rendeira, interpretada por Vanja Orico, e acompanhada pelo coro dos Demônios da Garoa. Foi premiado como Melhor filme de aventuras e Menção Honrosa pela Música (Gabriel Migliori), no Festival de Cannes (1953); e Melhor filme no Festival de Edimburgo (1953). Reprise. 105 min.

Título original: O cangaceiro. Ano: 1953. Gênero: Ficção. Direção: Lima Barreto, com Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro, Vanja Orico, Ricardo Campos, Adoniram Barbosa, Neuza Veras, Zé do Norte.

Livre

Horário: 22h30

10/02/2012 - 22h00

O Mão de Luva

Longa aborda um período histórico pouco explorado do Brasil e a saga empreendida pelo personagem

Programa de cinema: O Mão de Luva, de Sivio Coutinho

Programa de cinema: O Mão de Luva, de Sivio Coutinho

O documentário O Mão de Luva, dirigido por Silvio Coutinho, é atração do Programa de Cinema desta sexta (10), às 22h. Conta a saga do bandoleiro Manoel Henriques, vulgo “O Mão de Luva”, que foi perseguido pelo Alferes Tiradentes e cuja captura originou a criação da cidade fluminense de Cantagalo e Nova Friburgo.

Localizada na zona proibida de exploração de ouro, Cantagalo foi terra de barões, cientistas renomados, escritores (inclusive o consagrado Euclides da Cunha) e o maior produtor de café do Brasil no século 19. Hoje, grandes jazidas de cimento e cal são exploradas por grandes mineradoras localizadas na cidade que também está próxima a Além Paraiba (MG).

Nova Friburgo foi durante muito tempo um distrito de Cantagalo, cuja extensão vinha de Carmo até Itaboraí, formando na época uma das maiores cidades do Estado do Rio de Janeiro. Fazendas centenárias, incluindo o Palacete do Gavião, considerada a mais sofisticada propriedade rural da América Latina no século 19, fazem parte do seu sítio histórico. O Barão de São Clemente, que fez riqueza na cidade, mandou construir no Rio de Janeiro o Palácio do Catete, para ser a residência urbana de sua esposa, a Baronesa Laura Clementina da Silva Pinto. A propriedade mais tarde seria a moradia, por décadas, dos presidentes da República do Brasil.

Historiadores conceituados como Henrique Bon e Clélio Erthal, ajudam a contar a saga do Mão de Luva e a fundação de Cantagalo, além de populares, que contam, entre outras coisas, a história de uma paixão avassaladora entre o personagem título e Dona Maria I, Rainha de Portugal, mais conhecida como Maria, a Louca. Reprise. 72 min.

Título original: O Mão de Luva. Ano: 2007. Gênero: Documentário. De Silvio Coutinho.

Livre

Horário: 22h

04/02/2012 - 22h00

Lost Zweig

Inspirado no livro Morte no Paraíso, filme retrata a última semana de vida do escritor austríaco no Brasil

Programa de cinema: Lost Zweig

Programa de cinema: Lost Zweig

O filme Lost Zweig, de Sylvio Back, é a atração deste sábado (4), às 22h30. Baseado em fatos reais, a partir do livro Morte no Paraíso, do jornalista Alberto Dines, relata a vinda do escritor judeu Stefan Zweig com sua esposa ao Brasil, até seu suicídio em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Última semana de vida do austríaco Stefan Zweig, autor do livro Brasil, País do Futuro e de sua jovem mulher Lotte que, num pacto cercado de mistério, se suicidam após o carnaval de 1942, ao qual haviam assistido. Um gesto que ainda hoje, passados mais de sessenta anos, desperta incógnitas e assombro pela sua premeditação e caráter emblemático.

O filme ganhou vários prêmios em festivais e só depois estreou nos cinemas brasileiros. Dentre as principais premiações estâo: Melhor Atriz (Ruth Rieser), Melhor Roteiro e Melhor Direção de Arte, no Festival de Brasília/2003;Melhor Fotografia, no Festival de Cinema de Cuiabá/2004;Melhor Filme, Melhor Diretor,Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora, no Cine-Ceará/2004. Reprise. 113 min.

Título original: Lost Zweig. Ano: 2003. Gênero: Drama. De: Sylvio Back, com Rüdiger Vogler, Ruth Rieser, Renato Borghi, Daniel Dantas, Ney Piacentini, Claudia Netto, Juan Alba, Ana Carbatti, Odilon Wagner, Kiko Mascarenhas, Katia Bronstein, Denise Weinberg, Thelmo Fernandes, Felipe Wagner, Carina Cooper, Silvia Chame­cki, Isaac Bernat, Alexandre Ackerman, Garcia Júnior, Mi­chael Berkovich, Jorge Eduardo, Marcela Moura e Waldir Onofre.

Não recomendado para menores de 10 anos

Horário: 22h30

 

03/02/2012 - 22h00

O Fim do Sem Fim

Documentário aborda a extinção de algumas profissões no país

Programa de cinema: O Fim do Sem Fim

Programa de cinema: O Fim do Sem Fim

O documentário O Fim do Sem Fim do trio de diretores Lucas Bambozzi, Beto Magalhães e Cao Guimarães, é a atração do Programa de Cinema desta sexta (3), às 22h. Tem como pano de fundo o eminente desaparecimento de certos ofícios e profissões no Brasil.

Rodado em 16mm, super 8 e DV nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Ceará, o filme é um mergulho na inventividade e resistência do brasileiro diante das mudanças tecnológicas e culturais.

Os diretores percorreram 40 cidades para escolher seus entrevistados, entre eles um fotógrafo lambe-lambe, uma parteira, um lanterninha de cinema, um recarregador de isqueiros, um maestro de galos, um sineiro e um “benshi”, espécie de narrador que atuava nos cinemas japoneses em São Paulo na época do cinema mudo.

O filme venceu o prêmio de Renovação de Linguagem, no Festival É Tudo Verdade de 2001. Reprise.92 min.

Ano: 2001. Gênero: Documentário. De Cao Guimarães, Lucas Bambozzi e Beto Magalhães.

Livre

Horário: 22h

28/01/2012 - 22h30

Sábado

Comédia faz uma crítica à decadência de espaços tradicionais nas grandes cidades

Programa de Cinema: Sábado

O filme Sábado, de Ugo Giorgetti, mesmo diretor de Boleiros I e II, é a atração do sábado (28), às 22h30, na TV Brasil. O enredo se passa no centro de São Paulo, quando uma equipe de produção de um comercial toma como cenário um decadente condomínio da capital paulistana, local que já teve um certo luxo em seus bons tempos, na década de 30, mas que no momento da filmagem abriga famílias de poucas condições financeiras e personagens peculiares.

Sábado em São Paulo, uma equipe de publicidade ocupa o saguão do antigo Edifício das Américas, hoje edifício Martinelli, no centro da cidade, para a gravação de um comercial. Um edifício histórico, orgulho do Comendador Argentilli, feito para abrigar a fina flor da família paulista nos anos trinta. Nos anos noventa ele está caindo em pedaços, como boa parte da cidade. Nada funciona, embora todos esperem que alguém tome alguma providência. Um elevador quebrado obriga a equipe e moradores a dividirem o mesmo espaço. Desse convívio forçado surgem pequenos incidentes que tornam esse sábado diferente de qualquer outro.

O filme passeia por essas situações cotidianas e consegue extrair o riso fazendo sátira de vários grupos: os publicitários, os policiais, os moradores do centro da cidade. Recebeu o Troféu APCA nas categorias de melhor diretor e melhor ator coadjuvante para Otávio Augusto. Reprise. 85 min.

Título original (Sábado). Brasil, 1995. Gênero: Comédia. De Ugo Giorgetti, com Otávio Augusto, Maria Padilha, Giulia Gam, Tom Zé, Jô Soares, Elias Andreato, Renato Consorte, entre outros.

Livre

Horário: 22h30

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