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Planeta Azul

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Destaques

25/12/2011 - 16h00

A influência dos oceanos no planeta

Produção da BBC mostra a diversidade do habitat marinho

Série mostra, pela primeira vez, a história do surgimento da vida marinha

Série mostra, pela primeira vez, a história do surgimento da vida marinha

Um mergulho nas profundezas do oceano. É o que promete a série Planeta Azul. Produzido pela BBC de Londres, o programa desvenda, em oito capítulos, a diversidade do habitat marinho, sua influência na vida terrestre e o equilibrado sistema biológico existente no mundo oceânico.

“Nós sabemos mais sobre a superfície da lua do que sobre as profundezas dos oceanos. Esta série tem como objetivo mostrar, pela primeira vez, a história do surgimento da vida marinha. Nunca se gastou tanto tempo e recursos em uma série de história natural”, afirma o diretor de Planeta Azul, Alastair Forthergill.

Dois terços do planeta estão cobertos por oceanos e, ainda assim, eles permanecem amplamente inexplorados e não registrados em imagens. A série, que levou cinco anos para ser produzida, foi viabilizada pelos avanços na fotografia subaquática que possibilitaram a exploração desses territórios. Foram cerca de 3 mil dias de filmagens em mais de 200 locais ao redor do globo para garantir uma vasta cobertura desse “novo mundo”.

O primeiro episódio mostra a influência dos oceanos no planeta. Além de abrigar diversas formas de vida, de imensas baleias a minúsculos plânctons, o mar também exerce influência no clima mundial. E todo esse processo é regido por um complexo sistema de forças físicas e biológicas. O capítulo mostra como essas forças atuam no oceano e explica o poder e a complexidade do Planeta Azul.

10/07/2011 - 10h14

Os litorais

A vida nas costas oceânicas

Último episódio de Planeta Azul mostra os litorais

Último episódio de Planeta Azul mostra os litorais

O último episódio do Planeta Azul mostra a vida nas costas dos oceanos, a fronteira dinâmica que divide terra e mar. Sejam formadas por rochedos ou de areia fina, as costas estão em constante mudança. Poucos animais residem ali o ano inteiro: muitos vêm para procriar, outros são predadores que se aproveitam da fartura temporária graças às colônias de pássaros ou de mamíferos. O programa mostra a dificuldade da sobrevivência nas costas onde as ondas colidem espalhando o sal da água.

Nas Ilhas Galápagos, um dos poucos animais que conseguiu se adaptar a viver entre as ondas foi a iguana marinha. Ela se alimenta de algas e evita chamar a atenção do seu predador, o falcão-das-galápagos. Enquanto isso, tartarugas chegam para deixar seus ovos e focas e leões marinhos se arrastam até a praia para descansar e procriar. A jornada dos animais que atravessam o oceano em busca de um ninho ideal é espetacular. A cada ano, toda uma população de tartarugas-verde deixa a costa do Brasil para migrar até a pequena Ilha de Ascensão, no meio do Oceano Atlântico. Na ponta de Queensland, na Austrália, metade da população mundial das tartarugas Natator depressus retorna para uma só ilha, onde depositam seus ovos. Trinta e cinco dias depois, os filhotes tentam alcançar o mar fugindo de centenas de predadores. Mais de cinquenta por cento não sobrevivem.

Se para as tartarugas é difícil chegar até às praias, distantes de seu habitat natural, para os peixes a tarefa de alcançar as costas também não é simples. Todo ano, milhões de uma pequenina espécie chamada capelin chega até à província de Terra-Nova, no Canadá, para depositar seus ovos. Os pássaros oceânicos também passam pelo mesmo processo. Na isolada Ilha da Funk, costa de Terra-Nova, centenas de milhares de papagaios-do-mar, aves aquáticas e gansos-patola ocupam todo o espaço disponível com seus grandes e espetaculares ninhos.

As morsas chegam em grande número, se agrupando em praias isoladas. Ao sair do mar sua pele muda de branco para rosa devido à regulação da temperatura em mamíferos de sangue quente. Alguns tipos de focas e leões-marinhos também precisam deixar a água para procriar. Na Antártica, elefantes-marinhos visitam a costa do sul da Geórgia toda primavera. Mais de dez mil deles se reúnem em uma única praia. O motivo da aglomeração não é a vantagem em compartilhar informações sobre localização e comida, e principalmente, a chance das fêmeas poderem escolher os machos. A grande concorrência na hora da seleção fez com que os elefantes-marinhos tivessem a maior diferença entre machos e fêmeas do que em qualquer outro mamífero: os machos são verdadeiros lutadores, e seu corpo chega a ser quatro ou cinco vezes maior do que das fêmeas.

Quem também se beneficia com a viagem até a costa é o filhote nascido ali. Crescendo juntos, os filhotes estabelecem contatos que serão vitais para a vida no mar no futuro. Mas, nas Praias da Patagônia, o perigo aparece: orcas atacam repentinamente os filhotes que brincam nas ondas. Conforme os outros filhotes percebem que seus irmãos desapareceram, eles aprendem a evitar as sombras. Quando a temporada de acasalamento acaba, as praias estão vazias. O barulho que ecoava das cidades de pássaros se silencia. A vida que apareceu tão de repente retorna ao mar, de onde veio. Em constante mudança, nada permanece eternamente nas costas.

Produção BBC Worldwide

03/07/2011 - 10h14

As marés

A influência dessa força natural na vida marinha

Baia de Fundy, Canadá

Baia de Fundy, Canadá

O Planeta Azul deste domingo (03), às 16h, explica o poder do sol e da lua sobre as marés – força que influencia a vida marinha em todo o globo. A equipe do programa visita a região amazônia para acompanhar a pororoca. Esse fenômeno, provocado pela força das marés, causa ondas que chegam até a 6 metros de altura no leito dos rios.

O programa também traz imagens da ação da maré na Baia de Fundy, no Canadá. Diariamente, 16 metros da extensão da baía são cobertos e descobertos pelo fluxo das águas, um fluxo maior do que o existente em todos os rios do mundo. Muitos animais marinhos são atraídos pela concentração de plânctons nas encostas dessa área. Com tantos predadores, pequenas ostras se enterram na areia onde permanecem por quatro horas até a maré subir novamente.

Nas praias do nordeste da Austrália, a equipe captura, através de lentes especiais, estranhas criaturas microscópicas que vivem na areia. Já quando o nível do mar abaixa, na costa noroeste dos Estados Unidos, aparecem milhares de enguias que residem nas praias. Alguns animais se adaptaram à vida regida pelas marés. Nas águas profundas da parte nordeste da ilha de Vancouver, estrelas-do-mar aproveitam a correnteza para alcançar suas presas.

No entanto, o melhor exemplo da relação entre a maré e animais marinhos acontece na Ilha do Natal, perto da Austrália. Após as chuvas sazonais, milhões de caranguejos-vermelhos marcham até a costa para procriar. Eles aguardam na encosta dos penhascos, às vezes por dias, até que a maré esteja perfeita para carregar os ovos para o mar aberto.

26/06/2011 - 10h14

Os mares de coral

A vida nos recifes

Os recifes são na verdade estruturas dinâmicas que abrigam uma variedade de seres vivos

O Planeta Azul desta semana mostra a vida que prolifera nas águas quentes e iluminadas onde surgem os recifes de corais, conhecidos como as florestas tropicais do mar. Admirados pela suas cores e formas exuberantes, os recifes são na verdade estruturas dinâmicas que abrigam uma variedade de seres vivos.

O processo de formação de um coral começa com apenas uma larva que, encontrando o lugar ideal, consegue crescer. Assim que ela se firma no relevo oceânico, uma relação simbiótica com uma alga que vive em seu próprio tecido permite que o coral se expanda. Outros corais surgem e o recife se desenvolve. Com a superlotação do espaço, os corais passam a disputar entre si espaços banhados pela luz do sol. Os filamentos expelidos durante a briga são capazes de matar o rival.

Apesar de viverem no entorno de estruturas rochosas, os corais são extremamente vulneráveis. Alguns peixes são capazes de arrancar grandes pedaços do coral com mordidas. O maior perigo é a Coroa-de -Espinho, uma espécie de estrela-do-mar que é capaz de devorar pólipos inteiros espalhando seu estômago pela superfície do coral.

Conforme o recife se desenvolve, mais complexas se tornam as relações entre seus moradores. Animais têm que dividir espaços e procurar abrigo um no outro. Uma variedade de camarão que reside em esponjas-do-mar vive em uma sociedade similar a das abelhas. Outra maneira de encontrar comida é limpando o outro: um pequeno blênio remove o depósito de água da tartaruga-marinha; a jamanta, maior espécie de arraia existente, visita o coral para ter suas brânquias tratadas por pequenos peixes.

De noite, tudo muda no coral. A maioria dos peixes adota uma coloração mais escura para o seu descanso, enquanto estranhos invertebrados emergem. Moreias usam o olfato para caçar e o tubarão-galha-branca-de-recife usa a sua sensibilidade elétrica para rastrear movimentos de peixes que adormecem.

No inverno, as baleias-jubarte visitam o coral. O peixe-cachimbo também vai até lá: macho e fêmea fazem uma dança elaborada para se manterem entrelaçados. Outros garantem a continuação de sua espécie despejando milhões de ovos no oceano, na esperança de que eles sejam fertilizados. Para os corais, o procedimento requer uma sincronização fantástica: todos desovam no mesmo lugar, ao mesmo tempo, em apenas uma noite do ano inteiro.

Produção BBC Worldwide


19/06/2011 - 10h14

Mares Sazonais

Descubra os efeitos do sol na vida marinha dos mares temperados

Ondas gigantescas atingem o norte da Europa no inverno obrigando a migração de animais

Neste domingo (19), a série Planeta Azul mostra os mares sazonais. A edição acompanha as estações do ano e explora os efeitos do sol na vida marinha dos mares temperados ao redor do globo.

Durante o inverno, uma tempestade atinge a costa no norte da Europa. Ondas de 15 metros batem contra o despenhadeiro, tornando, aparentemente, a sobrevivência impossível. De fato, vários animais deixam a área em busca de um lugar calmo nas águas mais profundas, mas alguns decidem ficar. No mês de janeiro, milhares de focas procuram praias desse tipo para se reproduzirem no meio do inverno.

A chegada da primavera é marcada pela explosão de uma forma de vida microscópica: o anual florir dos plânctons. Técnicas de fotografia a laser revelam um mundo secreto onde os plânctons utilizam uma trilha de química invisível para escapar dos seus predadores. As águas-vivas estão entre as criaturas que se alimentam desses seres minúsculos e sua beleza é retratada no programa.

O verão é o tempo da reprodução. Numa sequência encantadora, uma foca macho pratica seu ritual de acasalamento, um comportamento único, raramente testemunhado pelo homem. Outros animais como o salmão e as lagostas também escolhem essa época do ano para a procriação.

Em setembro, quando os dias começam a ficar mais curtos no hemisfério norte, a água começa a esfriar e os animais já esperam o inverno. No mês seguinte, o inverno chega. Mas do outro lado do Equador, na Tasmânia, acontece o contrário e os peixes começam seu ciclo reprodutivo.

No final de novembro, o litoral da Noruega é o destino de mais de 500 milhões de toneladas de arenques. Eles tentam escapar da turbulência encontrada no mar aberto. O litoral se transforma literalmente em rios de peixes. Uma vasta fonte de alimento que atrai pequenos grupos de baleias-orca.

E, mais uma vez, a temperatura abaixa nos mares do norte para a longa espera até a chegada da primavera quando o sol retorna e junto com ele os plânctons. Mais ao norte o oceano está completamente congelado e na total escuridão.

Produção BBC Worldwide

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