11/02/2012 - 21h30
Programa faz uma homenagem a Elizeth Cardoso e Raphael Rabello

Elizeth Cardoso
O Musicograma de sábado (11), às 21h30, relembra a diva mor da música brasileira, Elizeth Cardoso, que faleceu há 21 anos. A mãe de todas as cantoras do Brasil cantou por mais de 50 anos, até seus últimos suspiros em 1990.
Raphael Rabello é um dos instrumentistas que ajudou a ampliar o mercado para o violão brasileiro. Assim como Dino, um de seus mestres, era conhecido como “Raphael 7 Cordas”. Desenvolveu um método de samba para violão que é utilizado até hoje. Em 1990, no auge da carreira, participou do álbum The Rhythm of the Saints, de Paul Simon. Seu violão clássico está registrado num solo na faixa Further to Fly.
Elizeth cantou para auditórios lotados e foi aplaudida de pé. Canção do Amor, seu primeiro sucesso, foi composto pelo amigo humorista Chocolate. Em lista divulgada em 1951, Elizeth figurava como uma das cem vozes mais consagradas naquele ano. Ela era a MPB.
Os desdobramentos do destino foram maravilhosos. Elizeth conheceu o poeta e produtor Hermínio Bello de Carvalho, que a dirigiu em shows, a ajudou a escolher repertório, cuidou de sua carreira e de seu coração. Ela cantou os melhores da música brasileira e foi sucesso no rádio e no cinema. Em 1952, foi a estrela do filme O rei do samba, de Luís de Barros. Após seis anos, gravou um disco histórico: Canção do Amor Demais. Este álbum foi dedicado à dupla Tom Jobim e Vinícius de Morais, e foi o marco zero da Bossa Nova. Ela estava acompanhada pelo violão de João Gilberto nas faixas Chega de Saudade e Outra Vez. A década de 60 foi sua fase de ouro.
Elizeth foi a cantora predileta do presidente Jânio Quadros e amada por todos. Recebeu vários apelidos carinhosos: Mulata Maior, a Enluarada, a Magnífica e o que mais pegou, foi “A Divina”. Gravou discos em Portugal, Venezuela, Uruguai, Argentina e México. Só no Brasil, lançou mais de 40 álbuns. Seus 50 anos de carreira, comemorados em 1986, foram um marco no cenário musical brasileiro. Foi a artista homenageada no primeiro Prêmio Sharp de Música em 1988.

Raphael Rabello
Quando se encontraram em 1989, Elizeth e Raphael viviam momentos pessoais delicados. Naquele ano, ele havia sofrido um acidente de carro e fraturado o braço direito. Elizeth se tratava de um câncer, diagnosticado dois anos antes. Mas, nada disso impediu que estreassem o duo de voz e violão registrado no disco Todo Sentimento. Produzido para compor uma coletânea, o encontro dos dois ganhou destaque merecido. Foi o último trabalho de Elizeth Cardoso, lançado em 1991, um ano após sua morte. Raphael Rabello morreria cinco anos depois, com 32 anos de idade. E agora, no Musicograma, o público vai assistir ao encontro dos dois mestres e celebrar este momento sublime da música brasileira
Horário: 21h30
Reapresentação: Segunda, à 0h30
04/02/2012 - 21h30
Cantores e compositores importantes no cenário da música popular brasileira e gaúcha
O Musicograma de sábado (4), às 21h30, traz a música dos cantores e compositores gaúchos Kleiton & Kledir e Renato Borghetti.

Kleiton & Kledir
Kleiton & Kledir formam uma dupla de enorme sucesso e importância no cenário da MPB. Com milhares de discos vendidos e tendo realizado diversos shows pelo mundo afora, os dois têm composições gravadas por grandes nomes da música brasileira e internacional.
A dupla de irmãos trouxe definitivamente para a cultura popular brasileira a nova música gaúcha. Eternizaram um sotaque diferente e uma outra maneira de falar e cantar, com termos, até então, desconhecidos como “Deu pra ti”, “Tri legal”, etc. Esse jeito diferente de ser e de fazer as coisas transformou K&K numa referência fundamental para quem quer entender a música brasileira dos tempos atuais. Acabaram se transformando em símbolos do gaúcho contemporâneo, do homem moderno do sul do Brasil, o que fez com que o governo do estado lhes conferisse o título de “Embaixadores Culturais do Rio Grande do Sul”.
O acordeonista Renato Borghetti, mais conhecido como Borghettinho, começou na música aos dez anos de idade, tocando uma gaita-ponto que ganhou do pai. Em pouco tempo já era atração no Centro de Tradições Gaúchas e, aos 16 anos, se apresentou pela primeira vez.

Renato Borghetti
Seu primeiro disco, o Gaita-Ponto, tornou-se o primeiro álbum de música instrumental brasileira a ganhar um disco de ouro, vendendo 100 mil cópias. Excursionou por todo o Brasil, por diversos países da Europa e pelos Estados Unidos.
Mesclando folclore e modernidade em suas composições, Renato tem um estilo inconfundível. Com sua música obteve, desde o início da sua carreira, um êxito popular surpreendente para um músico que permanece fiel às suas raízes folclóricas. Ele tem revisitado, adaptado e modernizado diversas e importantes “standarts” no folclore do Rio Grande do Sul.
Horário: 21h30
Reapresentação: Segunda, à 0h30
28/01/2012 - 21h30
Programa apresenta dois grupos que preservam a cultura musical do povo brasileiro
No sábado (28), às 21h30, o Musicograma apresenta dois grupos importantes na preservação de ritmos que ajudam a compor a identidade musical brasileira: o Jongo da Serrinha e os Trovadores do Vale. No programa, depoimentos de integrantes dos grupos, do crítico musical Hermínio Bello de Carvalho e imagens de Clemetina de Jesus.
A palavra jongo deriva de kajongo, termo que na língua kimbundo significa “osso duro de virilha de boi”. No programa, o coordenador do Ponto de Cultura Jongo da Serrinha, Lazyr Sinval, explica a origem do ritmo: “O jongo vem da Angola, através dos negros bantos, que eram trazidos escravos e era cantado nas senzalas”. Mas para Tia Maria, integrante do grupo, o jongo transcende a música: “É uma dança que pertence as almas dos escravos. Eles morreram mais ficaram, quando toca jongo os espíritos deles estão aqui”. No repertório, as músicas Tava Drumindo, na voz de Clementina de Jesus; Benedito; Eu Chorei (Candeia); Guiomar (Darcy Monteiro e Tião Zarope); Paraibano (Candeia); e Jongueiro Cumba (Wilson Moreira), interpretada pela nova geração da Serrinha.
Formada por artesãos, oleiros, lavadeiras e cantadores, a população do Vale possui uma herança cultural rica. Quando chegou à Araçuaí, em 1970, o frei Francisco Van Der Poel ainda não fazia ideia dessa riqueza. Ele resolveu montar um coral para acompanhá-lo nas missas e foi daí que nasceu os Trovadores do Vale. Nesses quarenta anos de existência, o coral Trovadores do Vale tem despertado muitas paixões e cativado fãs como Milton Nascimento, Titane, Carlos Farias, Chico Lobo, Tizumba e Paulinho Pedra Azul.
A artesã Lira Marques, uma das organizadores do coral, explica o objetivo do grupo: “Além do coral divulgar o folclore da nossa região, ele também canta nas missas de domingo. A intenção era fazer um coral para cantar as músicas do nosso povo”. Na edição, o coral interpreta Beira-mar Novo, uma adaptação da música de Milton Nascimento; Canoeiro; Marcolino/Cantiga de Tropeiro e Ainda bem não Cheguei.
Direção Luiz Carlos Pires
Livre
Horário: sábado, 21h30
Reapresentação: segunda, 00h30
21/01/2012 - 21h30
Compositor de “Ave Maria no Morro” completaria 100 anos em 2012

Compositor Herivelto Martins
O Musicograma de sábado (21), às 21h30, traz um especial dedicado ao homem que é considerado uma verdadeira escola de samba: Herivelto Martins. Cantor, compositor, ator, letrista e arranjador, ele estaria completando 100 anos este ano.
No programa, o músico conta sobre sua infância em Paulo de Frontin, sobre a carreira, sobre suas parcerias e sobre o peso de suas composições no mercado. Ele diz que houve uma época em que ele tinha que batalhar pela música para que alguém gravasse. E que, depois de famoso, todo mundo queria gravar suas canções. Explicou que, mais tarde, ele fez novas músicas e que os cantores só queriam gravar as antigas.
Herivelto, assim como muitos artístas de sua época, passou por diversas etapas em sua carreira. A primeira foi com a dupla “Preto e Branco” formada com Francisco Sena, que faleceu em 1935, logo após o reconhecimento do público. A dupla foi reeditada poucos anos depois com Nilo Chagas.
Já tendo Dalva de Oliveira por companheira, Herivelto Martins teve, um dia, a ideia de fazê-la cantar com a dupla Preto e Branco. E as gravações desse ano de 1937 até 1950 fizeram o maior sucesso. Uma apresentação de César Ladeira, na então Rádio Mayrink Veiga, sagrou o nome “Trio de Ouro”, desfeito após a separação do casal.
Entre seus grandes sucessos estão “Praça Onze“, feita a pedido de Grande Otelo, e que arrebatou o primeiro prêmio em concurso de músicas carnavalescas em 1942. “Caminhemos” e “Segredo” foram estrondosos sucessos de 1947. Considerada sua obra prima, “Ave Maria no Morro” é também dessa época.
Outra constante na carreira de Herivelto foi o morro e, sobretudo o povo, que mais o reconheceu em vida. Ele diz que fez a sua música com o único objetivo de ver o povo cantar.
Horário: 21h30
Reapresentação: Segunda, à 0h30
14/01/2012 - 21h30
Segunda parte do especial sobre Elis Regina traz cenas de show histórico da cantora

Elis Regina no show do Canecão
O Musicograma de sábado (14), às 21h30, exibe a segunda parte do especial Elis Vive, sobre Elis Regina. O programa traz imagens de um show da cantora no Canecão, em 1980, no Rio de Janeiro, Saudade do Brasil. Gravado exclusivamente pela extinta TVE do Rio de Janeiro, o show tem direção de Ademar Guerra e direção musical de César Camargo Mariano. Ficou em cartaz durante cinco meses, fazendo grande sucesso.
O programa mostra uma entrevista da artista no camarim, onde ela diz que não pretendia ser cantora profissional. Elis pensava em estudar literatura ou letras. Mas, aos poucos, “foi gostando e achando engraçado essa coisa de cantar”, como definiu mais tarde.
Elis conta histórias de quando chegou ao Rio de Janeiro, em março de 1964, e da ajuda que teve de Paulo Gracindo, que conseguiu para ela um contrato na TV Rio onde fez “Noite de gala” e outros programas. E que conheceu Edu Lobo, cantando no Beco das Garrafas. Que a partir dali foi convidada para defender a musica Arrastão, no 1º Festival de Musica Popular, e ai sua carreira deslanchou.
No repertório do programa, Redescobrir, do Gonzaguinha; Presidente Bossa Nova, Juca Chaves; Maria Maria, Milton Nascimento/Fernando Brant; Aquarela do Brasil, Ary Barroso; O Primeiro Jornal, Suely Costa; Sabiá, Tom Jobim/Chico Buarque, entre outros.
Horário: 21h30
Reapresentação: Segunda, à 0h30
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