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Extinções

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Destaques

16/11/2011 - 01h00

Elefante

A luta pela sobrevivência do elefante asiático

Nesta quarta-feira (16), à meia noite, Extinções revela a luta de veterinários para proteger o elefante asiático do avanço predatório da modernidade. No início do século XX, cerca de 200 mil elefantes viviam espalhados por um território que se estendia da Europa Oriental à China, do Himalaia à ilha de Java. Hoje, entre 30 e 50 mil animais sobrevivem em áreas isoladas da Índia e do sudeste asiático. Como outras tantas espécies ameaçadas pela extinção, o elefante teve seu território fragmentado pelo avanço da agricultura e da urbanização. O homem, além de caçá-lo pelo seu marfim e capturá-lo para executar tarefas pesadas, reduziu drasticamente seu habitat. A segmentação do território por campos, estradas, cidades ou vilarejos impede as manadas de se misturarem em épocas de acasalamento. Essa dificuldade crescente significa um inelutável empobrecimento da diversidade genética. E o aumento da consanguinidade na espécie, caminho certo para a extinção, tem sido o fator principal de preocupação entre os especialistas. O documentário traz à tela a vida rural e urbana da Tailândia e de Laos para ilustrar o drama de um animal que, isolado em florestas devastadas ou domesticado pelo homem, parece viver o crepúsculo de sua história. Com direção de Jean-Marie Cornuel, o documentário é uma coprodução da FL Concepts & co, France Télévision, Oak3Films, Marathon, Gullane & Grifa. Classificação: 16 anos Apresentação: Luana Piovani Direção: Jean-Marie Cornuel Horário: 0h

09/11/2011 - 01h00

Tigre

A história do felino mais caçado do planeta

Tigre - Extinções

O quinto documentário da série Extinções apresenta na quarta-feira (09/11), à meia-noite,  a história do tigre, animal-troféu de séculos de caça. Estima-se que, no início do século XX, 100.000 tigres viviam espalhados por um extenso território que englobava a Rússia, Índia, China, todo o sudeste da Ásia e Indonésia. Hoje, existem cerca de 3.000 sobreviventes em áreas isoladas de 14 países asiáticos. Das nove subespécies de tigre, quatro já estão oficialmente extintas. Não há alteração climática, desequilíbrio genético ou epidemia que explique esse quadro dramático. Por conta do fascínio que sempre exerceu sobre os homens, pela sua força e beleza, o tigre atraiu, ao longo dos séculos, gerações de caçadores. Em imagens preciosas de arquivo, o quinto episódio de Extinções relembra que a caça ao tigre já foi, um dia, esporte fino de aristocratas ocidentais, entre eles, a Rainha Elizabeth. O felino também teve adversários ideológicos como Mao Tse Tung. O líder da Revolução Chinesa o considerava “inimigo do povo” por contrariar seus planos para agricultura e urbanização. Os tempos mudaram, mentalidades também. Hoje o tigre desfruta oficialmente de “imunidade” em reservas e parques nacionais. Porém, uma ameaça mais antiga do que a caça esportiva põe em risco sua sobrevivência. Há milhares de anos os asiáticos cultivam a crença de que, para gozar de boa saúde e enfrentar os desafios da vida, precisam absorver a força e a coragem do tigre. A tradicional medicina chinesa acredita que em várias partes do corpo do felino se encontra a cura para muitas doenças. Essas superstições, que nem o budismo, o taoismo ou o confucionismo conseguiram derrotar, alimentam um vasto mercado paralelo: o mercado negro dos traficantes de órgãos. Com direção de Guilhaume Levis e Isabelle Han, o documentário, apresentado por Eduardo Moscovis, é uma coprodução da FL Concepts & co, France Télévision, Oak3Films, Marathon, Gullane & Grifa. Classificação: 16 anos. Apresentação: Eduardo Moscovis Direção: Guilhaume Levis e Isabelle Han Horário: 0h

02/11/2011 - 11h14

Urso Polar

História de um naúfrago do aquecimento global

Urso Polar - Extinções

A luta pela sobrevivência do urso polar é mais um episódio da série Extinções, apresentada pelo ator Eduardo Moscovis, na quarta-feira (02/11), à 0h.

Na primavera de 2008, o noticiário internacional destacou a saga de dois ursos polares perdidos no norte da Islândia, a centenas de quilômetros de seu território tradicional. As autoridades locais, sem experiência e sem auxílio de especialistas para sedar e capturar os animais irritados pela fome, não tiveram outra opção a não ser abatê-los.

Na época, o desfecho trágico desses ursos escandalizou a comunidade internacional. Mas, ao mesmo tempo, teve o mérito de jogar luz sobre uma espécie diretamente ameaçada de extinção pelo aquecimento gobal. Para a comunidade científica, a chegada dos ursos à Islândia era a mais perfeita ilustração do desequilibrio climático que afeta o planeta.

Existem atualmente 20 a 25 000 ursos polares entre o gelo perene do ártico e o paralelo 60 que inclui os territórios do Alaska e da Groenlândia. Os ursos vivem principalmente no oceano de gelo sazonal que se forma todos os anos nos extremos do Oceano Ártico. 150.000 anos de evolução fizeram do animal um nadador incansável, capaz de atravessar oito quilômetros de mar gélido em uma hora e mergulhar a uma profundidade de sete metros. Sua força física e suas habilidades espelham as condições extremas de seu habitat.

Mas, nos últimos 800 anos, a espessura da camada de gelo do Oceano Ártico nunca foi tão fina quanta a registrada na última década. Habitante de um mundo que se desmancha cada vez mais rápido, o urso polar periga transformar-se em uma sorte de náufrago perpétuo, um futuro apátrida cujo país, literalmente, derreteu.

Para entender e reconstituir a saga dos ursos que conseguiram sobreviver a uma viagem de quase 500 quilômetros de mar gelado até a Islândia, o documentário de Extinções acompanha a investigação de cientistas e parte em direção aos icebergs do Alaska e da Groenlândia.

Classificação: 16 anos.

Apresentação: Eduardo Moscovis

Direção: Penny Lee Colbourne e Harold Arsenault

Horário: 23h

19/10/2011 - 11h14

Guepardo

A história do mais improvável dos sobreviventes

Extinções - Guepardo

Extinções - Guepardo

O terceiro documentário da série Extinções apresenta na quarta-feira (19), à meia-noite, a história de um felino cuja existência é tida como um milagre pelos cientistas: o guepardo.

De uma população de 100.000 no início do século XX, restaram pouco mais de 12.000 guepardos para contar a história de sua sobrevivência neste novo milênio. À beira da total extinção, esse felino, sob o ponto de vista cientifico, não deveria mais existir.

Forçado a sobreviver em meio a extensas áreas de plantio e pasto, o guepardo, tal com a onça brasileira, tem o fazendeiro e o caçador como seus inimigos mortais. Para esse felino, entretanto, a chave de sua extinção não se resume apenas à mão do homem. Há anos, a comunidade científica vem observando um perigo maior: o empobrecimento da diversidade genética decorrente do alto grau de consanguinidade entre guepardos.

A história genética do guepardo sofre um revés brutal há 10.000 anos quando, no final da última Era do Gelo, no chamado período Pleistoceno, um cataclismo varreu da face da terra grandes mamíferos como o mamute ou o felino dente-de-sabre. O guepardo foi umas das grandes vítimas da devastadora mudança climática, mas sobreviveu. Para perpetuar a espécie, foi obrigado a reproduzir-se entre parentes. Devido ao pequeno número de sobreviventes, a diversidade genética foi enfraquecendo ao longo das novas gerações.

A ciência sempre considerou a consanguinidade entre animais como um dos caminhos para a total extinção. Esterilidade, má-formações, doenças raras – como hidrocefalia – são as mazelas que enfrentam todas as espécies forçadas a perpetuar a raça entre parentes.

Mas, para o assombro dos cientistas, o guepardo logrou tirar vantagem de seu enfraquecimento genético desenvolvendo uma habilidade única no reino animal: a altíssima velocidade. É precisamente nesse ponto que se concentra o grande mistério da sobrevivência do predador e uma das perguntas centrais do documentário. Como o guepardo, sobrevivente de uma história genética que o condena há 10 000 anos, tornou-se o felino mais veloz do planeta, capaz de atingir, em poucos segundos, inacreditáveis 100 km por hora?

Para investigar essa extraordinária história de sobrevivência, o terceiro episódio de Extinções traz os horizontes das savanas do sul da África e das planícies do Irã. Mostra como cientistas do mundo inteiro lutam para vencer a maldição genética de toda uma espécie.

Com direção de David Jankowski , o documentário, apresentado por Eduardo Moscovis, é uma coprodução franco-brasileira, de Frederic Lepage, Gullane & Grifa .

Classificação: 16 anos

Apresentação: Eduardo Moscovis
Direção: David Jankowski
Horário: 0h

12/10/2011 - 11h14

Orangotango

A história de Ratna, uma jovem mãe orangotango

Extinções - Orangotango

Extinções - Orangotango

O segundo documentário da série Extinções apresenta na quarta-feira (12/10), à meia-noite, a história de Ratna, uma jovem fêmea orangotango.

Estima-se que, no inicio do século XX, cerca de 315 mil orangotangos habitavam as florestas das ilhas de Bornéu e Sumatra, na Indonésia, sudeste asiático. Hoje, menos de 78 mil primatas da espécie sobrevivem nessas ilhas. A cada ano, mil orangotangos morrem por causa do desmatamento predatório das florestas e da invasão de vastas monoculturas que atendem os mercados do ocidente.

Em malaio, orangotango significa “homem das florestas”. Para ilustrar a tragédia deste “homem” em extinção, o documentário acompanha os passos do primatólogo David Dellatore, que observa e fotografa a vida de Ratna, uma fêmea orangotango na floresta de Sumatra. Capturada quando filhote, Ratna compartilhava o destino de tantos outros primatas domesticados ilegalmente, até que uma organização ambiental a resgatasse e a devolvesse à vida selvagem.

Sua reintegração ao habitat de origem parecia bem-sucedida com o nascimento de sua primeira cria. Mas, Ratna adota um comportamento até então desconhecido pela comunidade científica: devora seu único filhote.

Orangotangos fêmeas são tradicionalmente apegadas à sua prole como o são mães humanas. Este primeiro registro de canibalismo entre primatas tão evoluídos lança David Dellatore em uma investigação pelas florestas da Indonésia. O primatólogo suspeita ter presenciado o inicio de uma mudança comportamental que possa acelerar a extinção de toda uma espécie.

Com direção de Idzwan Othman, o segundo episódio, apresentado por Luana Piovani, é uma produção francesa da Frederic Lepage Concepts.

Classificação: 16 anos.
Apresentação: Luana Piovani
Direção: Idzwan Othman
Horário: 0h

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