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18/02/2012 - 23h00

Nasci para Bailar

Documentário mostra o encontro do músico João Donato com a música caribenha

Nasci para Bailar, de Tetê Moraes

Nasci para Bailar, de Tetê Moraes

A TV Brasil apresenta no domingo (19), à meia noite, o documentário Nasci para Bailar sobre o músico João Donato e seu encontro com a música caribenha. Da cineasta Tetê Moraes, o filme registra uma viagem à Cuba de João Donato e seu trio formado por Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (contrabaixo) e Ricardo Pontes (sax e flauta).

Na ilha do Caribe, o grupo participou do Festival Internacional Jazz Plaza e se encontrou com renomados músicos cubanos como German Velaso (sax) do grupo de Pablo Milanes, Cesar Lopez (sax), Jorge Reyes (contrabaixo), Thommy García (flugelhorn). Maikel Gonzalez (trompete), Edgar Ochoa, Aniel Tamayo, José Angel Blanco e Amado Valdez (oriundo do grupo Buena Vista), respondendo pela famosa percussão cubana com pailas, timbal, congas e até pandeiro.

O filme é um passeio musical pelas ruas, praias, casas, palcos e teatros de Havana e termina, meses depois, em uma apoteótica feijoada na casa do artista, na Urca, Rio de Janeiro, onde ele recebe músicos cubanos para celebrar seu aniversário. Trata-se de um raro momento de diálogo fluente e criativo entre músicos brasileiros e cubanos, através da universalidade da música latino-americana e do jazz.

Nasci para Bailar marca também as celebrações, em 2009, dos 60 anos de carreira de João Donato. Com 54 minutos de duração, o documentário marca também a riqueza e a versatilidade do compositor, maestro e pianista. Ele influenciou e foi influenciado pelos ritmos caribenhos durante os doze anos em que viveu nos Estados Unidos trabalhando com músicos cubanos famosos, a exemplo de Mongo Santamaria e Bebo Valdés, pai do pianista Chucho Valdés, que preside o referido Festival de Jazz.

Com seu inconfundível estilo e balanço, João Donato faz uma alegre e criativa mistura entre a bossa nova, ritmos caribenhos e jazz. Na trilha do documentário estão sucessos como A Rã (com Caetano Veloso), Emoriô e Bananeira (com Gilberto Gil), Amazonas, Café com Pão e Vento no Canavial com Lysias Enio, irmão de Donato e responsável pela direção musical e co-roteirista do filme. E, finalmente, Nasci para Bailar, com Paulo Barata.

O filme foi selecionado no X Festival Internacional de Documentales “Santiago Alvarez in memoriam”, de Cuba; no 12º Festival de Cinema Brasileiro de Paris; e no Festival Encontro do cinema da América Latina de Toulouse 2010. Reprise. 53 min.

Título original: Nasci para Bailar. Ano: 2009. Gênero: Documentário. Direção: Tetê Moraes.

Livre

02/12/2011 - 01h15

Especial ‘Caymmi e a pequena Bahia’

Perfil do compositor é traçado através de depoimentos e participações de familiares nos números musicais

A afirmação do ensaísta, letrista e escritor Francisco Bosco mostra a importância da contribuição de Dorival Caymmi para a música brasileira. Na sexta-feira (02), à 01h15, a TV Brasil mergulha neste universo e exibe Caymmi e a pequena Bahia, um dos destaques da programação especial de final de ano da emissora.

Dorival Caymmi tem um conjunto de canções intensamente original, mas paradoxalmente tão familiar que chega a confundir-se com o anonimato. Muitas dessas canções são clássicos que moram na memória coletiva e ajudaram a construir a identidade brasileira
Francisco Bosco

Através de depoimentos e participações nos números musicais, Stella Caymmi, neta e biógrafa, e os filhos Nana, Dori e Danilo traçam o perfil do cantor e compositor, que se encantou pelo Rio de Janeiro, sem deixar de lado suas raízes baianas. O especial apresenta ainda gravações históricas retiradas do rico acervo da TV Brasil com participações do próprio Dorival e de Jorge Amado.

“Os negros e os mulatos que têm suas vidas amarradas ao mar têm sido a minha mais permanente inspiração. Não sei de drama mais poderoso do que o das mulheres que esperam a volta sempre incerta dos maridos que parte todas as manhãs para o mar no bojo dos leves saveiros ou das milagrosas jangadas. Tratei desses motivos porque nada mais sou que um homem do cais da Bahia, devoto eu também de Iemanjá, certo eu também que estamos todos nós nas suas mãos, rogando-lhe que não envie os ventos da tempestade, que seja de bonança o mar da minha vida”, diz Dorival Caymmi, em Cancioneiro da Bahia.

O Posto Seis, em Copacabana, Rio de Janeiro, onde uma colônia de pescadores resiste ao tempo com suas redes trançadas manualmente e seus frágeis barcos de madeira, era um dos locais preferidos de Dorival. Lá, após sua morte em 2008, ele foi homenageado com uma estátua de bronze, inspirada em uma foto de Evandro Teixeira, com o compositor saindo da praia com seu violão e acenando para os amigos. Este foi o cenário escolhido como o ponto de partida paraCaymmi e a pequena Bahia.

Neste primeiro segmento, o público acompanhará o depoimento de Caymmi sobre o início da carreira e a paixão pelo bairro onde escolheu viver. Os filhos Dori e Danilo também recordam as andança do pai à beira mar. Danilo canta Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi e Carlos Guinle). Ainda neste primeiro bloco, Noite de Temporal , com o próprio autor, e Lagoa do Abaeté, com Marcos Façanha.

Porque o Rio é o tema da segunda parte do programa, em que Stella lembra os motivos que levaram o avô a deixar a Bahia para tentar a sorte no Rio de Janeiro, pensando num emprego público. No entanto, a carreira iniciada nas rádios de Salvador logo teria sequência no Rio de Janeiro, sedimentada pelo casamento com Stella Maris e a chegada dos filhos. Zeca do Trombone e Danilo apresentam Maracangalha e Dorival volta a cena com a gravação de Saudade da Bahia .

A Bahia dentro de mim, terceira parte do programa, busca as raízes da música de Caymmi através de depoimentos de Danilo, Stella e Dori. A mistura cultural das ladeiras de Salvador, o contato com os pescadores e a culinária saborosa estavam sempre presente em suas obras e revelavam a Bahia para o resto do Brasil nas décadas de 1950/60. Nesta parte do especial Caymmi canta Você já foi a Bahia e um trecho de Vatapá, seguindo por uma gravação de Danilo.

Dori e Nana CaymmiDori e Nana Caymmi

Ao apresentar a Bahia para o Brasil, Caymmi criou uma imagem muito especial da região. O inventor da Bahia é a quarta parte do programa. Dori recorda com o ele foi um dos criadores da imagem de Carmem Miranda, com todos os balangandãs e frutas na cabeça, que depois se transformou em marca registrada da cantora e sucesso em todo o mundo. O figurino surgiu para a filmagem deBanana da Terra, que lançou a música O que é que a baiana tem, No especial a canção será interpretada por Danilo, que também canta Suíte do Pescador.

Obá de Xangô, Caymmi era um filho de santo devoto, e Oração de Mãe Menininha, com Caymmi abre a quinta parte do programa. A forte influência de elementos africanos em suas composições também estão presentes em canções como Vida de Negro apresentada por Danilo.

O caldeirão cultural que marcou a formação do compositor, permitiu que se aventurasse em inúmeras vertentes da música, como o samba sacudido de A vizinha do lado Samba da minha terra, interpretados por Danilo. As canções praieiras, como Promessa de Pescador também apresentada na voz de Danilo e os sambas românticos, como Marina, na voz do autor, ou Não tem solução com Nana.

O Caymmi contemporâneo, que influenciou vários movimentos e continua admirado por jovens compositores é o tema da última parte do programa. Suas amizades com Tom, Vinícius e Lúcio Rangel também serão lembradas e Nana apresenta Só Louco e João Valentão. Danilo fecha o especial com Samba da Minha Terra.

Mesmo pressionado por gravadoras e produtores, Caymmi não alterava o seu ritmo de trabalho e, ao longo dos 74 anos de sua carreira, fez aproximadamente 120 composições, a sua maioria sem parceiros. Algumas, como João Valentão, dizem os amigos que levou nove anos para concluir. “É verdade que Caymmi compôs pouco mais de 100 músicas, mas todas são obras-primas. Quem é o compositor que pode se das a esse luxo? Eu queria ser preguiçoso assim”, afirmou Caetano Veloso durante uma entrevista para a Folha de São Paulo.

O especial tem roteiro e direção musical  de Ricardo Vilas. A direção é de Ricardo Barros e coordenação de produção de Tereza Cristina

01/12/2011 - 22h00

Shuga

Os amores e a vida sexual insensata de jovens quenianos e seus parceiros

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No Dia Mundial de Combate à Aids, 1º de dezembro, a TV Brasil exibe o filme Shuga. O filme aborda a questão das relações sexuais entre jovens urbanos no Quênia, face à uma estatística ainda crescente de contaminações pelo vírus HIV. Examina, ainda, as escolhas sexuais dos jovens e as consequências que elas trazem para as vidas de seus parceiros e familiares.

Dirigido pelo renomado escritor e diretor Teboto Mahlatsi, trata-se de um drama explosivo, que mostra a vida de nove estudantes cujas vidas e futuro promissor encontram-se no fio da navalha, devido à atração que têm pelo risco e pelo perigo.

Filmado em Nairobi, com elenco queniano e sul-africano, Shuga é uma produção da fundação MTV Staying Alive e faz parte de uma campanha mundial. Pesquisas revelam que mais de 80% das pessoas que acompanharam “Shuga” disseram que o seriado mudou sua maneira de encarar parceiros múltiplos, exames de HIV e o estigma associado ao vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids. Inédito. 90 min.

Título original: Shuga. País: Quênia, 2009. Gênero: Drama. Direção: Teboto Mahlatsi.

Horário: Quinta, às 22h

24/11/2011 - 00h00

Mama África

Um olhar africano sobre a África

Documentário Mama África

Documentário Mama África

“Se o Brasil é futebol, samba, Amazónia e mulheres bonitas, África é conflito, fome e animais. Será? A imagem da África para os estrangeiros é absolutamente estereotipada, equivocada ou simplesmente desconhecida.” É assim que começa o texto de apresentação de “Mama África”, o documentário de Alê Braga, que a TV Brasil exibe na quarta-feira (23), às 23h, como parte da programação especial da Semana da Consciência Negra.

Mama África é um documentário que abriu para os filhos daquele continente o espaço para falarem dos temas quotidianos de forma livre, tratando de religião, cultura, desenvolvimento e alimentação. Filmado em dez países por toda a África, por uma equipa brasileira, “Mama África” mostra um pouco das muitas Áfricas que o mundo desconhece.

O filme convida a uma reflexão mais íntima de cada país, particularmente para Moçambique, com a história contada pelo saxofonista Moreira Chonguiça.

Além do saxofonista, o documentário traz um chefe de cozinha moçambicano residente há muitos anos na RSA; um fabricante e vendedor de tapetes de Marrocos; um médico tradicional da Suazilândia; um artista plástico de Cabo Verde; um jogador de futebol do Gana; uma empresária da Guiné-Bissau; um historiador antropólogo da Tanzania; um jornalista do Senegal; e uma mulher que pilota barcos de Cabo Verde. Inédito. 70 min.

Título original: Mama África. País: Brasil, 2010. Gênero: Documentário. Direção: Alê Braga.

Livre

Horário: 23h

21/11/2011 - 00h00

Nelson Mandela

Um retrato da vida do líder africano e os episódios do fim ao apartheid

Líder africano Nelson Mandela

Dentro das comemorações da Semana da Consciência Negra, a TV Brasil exibe neste domingo (20), às 23h, o documentário Nelson Mandela.

O filme traça um retrato do líder africano Nelson Mandela, nascido na família real Xhosa, da África do Sul, e que procurou sua riqueza em Joanesburgo.

Como a segregação racial se tornou mais e mais inflexível, Mandela se envolveu com a resistência e, em 1964, recebeu a sentença de prisão perpétua. Privado de sua identidade e reduzido apenas a um número, Nelson Mandela ficou preso por 27 anos, sendo solto em 1990.

Em liberdade, ele começa um retorno triunfante que culminou em 1993, ao ser agraciado com o Prêmio Nobel da Paz e, um ano depois, quando se tornou presidente da África do Sul.

O documentário viaja entre a África do Sul moderna e os episódios históricos no longo caminho do país que pôs fim ao apartheid, mostrando momentos controversos e complicados da vida de Nelson Mandela. Reprise. 45 min.

Ano: 2008. Gênero: Documentário. País: Áustria. Direção de Regina Strassegger.

Horário: 23h

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