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Amazônia com Bruce Parry

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Destaques

26/02/2012 - 16h00

Uma Odisséia na Amazônia

TV Brasil reapresenta série da BBC que percorre o rio Amazonas da sua nascente nos Andes peruanos até sua vasta foz na costa Atlântica do Brasil

Bruce Parry com a tribo Ashaninka no Peru

Bruce Parry com a tribo Ashaninka no Peru

A TV Brasil reapresenta a partir de domingo (26), às 16h, Amazônia com Bruce Parry, uma produção da BBC de Londres.

Dividida em seis episódios, a série traz uma jornada de nove meses pelo Rio Amazonas, o maior do mundo com mais de 6.000 km de extensão. A viagem começa nos Andes peruanos, onde o gigante nasce riacho de água gélida por entre as montanhas. O explorador e ex-oficial da Marinha Britânica Bruce Parry segue em meio à floresta amazônica e conclui sua jornada no movimentado porto de Belém, onde o Amazonas, finalmente, desemboca no oceano atlântico.

Por mais de 10.000 km, seja a pé, de ultra-leve ou simples bote, Bruce Parry parte em busca dos povos que vivem e trabalham na floresta amazônica, santuário da maior biodiversidade do planeta e palco de permanentes guerras ambientais.

Famoso pelas suas imersões radicais no cotidiano de tribos do mundo inteiro no seriado Tribe, também produzido pela BBC e já exibido com exclusividade pela TV Brasil, Bruce repete sua experiência na Amazônia. Sem concessões, adota costumes, participa de rituais iniciáticos, experimenta agruras e alegrias dos povos que visita.

Além de mergulhar na vida das tribos que encontra pelo caminho, Bruce Parry convive com plantadores de coca, lenhadores e garimpeiros clandestinos, barões do gado e agricultores de soja para entender o impacto destas atividades na vida da floresta. Também encontra ativistas que sacrificam suas vidas para proteger a floresta e cientistas que procuram por novas plantas medicinais.

Amazônia com Bruce Parry propõe um retrato contemporâneo da Floresta Amazônica, do rio, sua paisagem e seus povos sem cair na armadilha de maniqueismos fáceis. Com fotografia espetacular, capta a realidade viva, as contradições e ambiguidades dessa região fundamental para o equilíbrio ambiental do planeta.

A série, vencedora do Bafta TV Awards de 2009 na categoria de melhor série documental é uma coprodução da Indus Films/Endeavour Productions para a BBC e o Discovery Channel.

Primeiro Episódio

Na Amazônia com Bruce Parry: Criadores de Lhamas nos Andes peruanos

Criadores de Lhamas nos Andes peruanos, perto da nascente do rio Amazonas

Bruce Parry começa sua odisséia no Peru, a partir da nascente do rio Amazonas, no alto dos Andes. O explorador é adotado por uma família de fazendeiros com quem aprende a criar lhamas, pescar e sobreviver em condições adversas, a uma altitude de mais de 5000 metros.

A jornada continua pelas margens do rio em busca da tribo dos Ashaninkas, povo guerreiro que desde a época do Império Inca vive em permanente conflito com os invasores de suas terras. Sua história no século XX foi marcada por milhares de mortes no

conflito que opunha forças governamentais e guerrilheiros do Sendeiro Luminoso, conhecido pela sua brutalidade.

Essa viagem leva Bruce Parry até o perigoso vale de Apurimac, onde se concentra a produção de cocaína do Peru. É uma terra sem lei onde, por migalhas, uma mão de obra embrutecida pelas condições precárias de vida produz toneladas de cocaína por ano.

O seu contato com os índios Ashaninkas revela que a tribo está em guerra constante com o narcotráfico que destrói suas florestas e seus rios.

Horário: 16h

18/12/2011 - 16h00

Amazônia em Guerra

Último capítulo da série mostra o epicentro do maior conflito ambiental do mundo

Amazônia com Bruce Parry

Amazônia com Bruce Parry

No sexto e último episódio de Amazônia com Bruce Parry, que vai ao ar na quarta-feira (18), às 16h00, o apresentador da BBC chega à linha de frente da guerra ambiental pelos recursos do maior ecossistema do planeta.

Nesta parte da viagem, o Amazonas, que nasceu filete de água gélida nos Andes, se transformou em uma vasta extensão líquida e se encontra com seus afluentes, o Madeira e o Negro, dois dos mais extensos rios do mundo. A odisseia de dez mil quilômetros de estrada, trilha, rio e céu amazônicos segue pelo estado do Pará, onde as forças da globalização dominam a linha de horizonte.

 Bruce Parry chega ao coração do que ele chama de “dilema amazônico”. De um lado, um vasto ecossistema que produz um quinto do oxigênio do mundo e concentra um quarto de todas as espécies conhecidas pelo homem. De outro, as forças de uma certa visão do progresso sempre mais faminto pela madeira, pelo petróleo, pelo ouro e, principalmente, pela terra que oferece a Amazônia em abundância.

 

Após meses de viagem pela floresta, Bruce depara com o Brasil industrial. O status de maior exportador de carne e soja do mundo se traduz em imensas áreas de floresta desmatada, onde se espraiam vastos campos de cultivo ou pasto. E a sede por energia, que acompanha o avanço da agricultura, se materializa em polêmicos projetos de barragens.

 

Bruce Parry tem a impressão de chegar em meio a uma guerra entre agentes governamentais, ambientalistas, grandes jogadores da indústria e o povo indígena que luta pelas suas terras. Para vivenciar os dois lados dessa questão, sem tropeçar em maniqueísmos fáceis, o explorador parte em uma última viagem de encontros e experiências.

 

No centro do Pará, Bruce trabalha com barões do gado e humildes vaqueiros, e também acompanha as operações do Ibama contra o comércio ilegal de madeira. O documentarista também conhece as tribos indígenas que lutam contra os projetos de represas no rio Xingu.

 

Em Altamira, Bruce tem a oportunidade de assistir ao maior encontro indígena dos últimos 20 anos. Ele chega à cidade paraense um dia após o violento embate que opós índios caiapós e representantes da Eletrobrás, em 2008. Presentes no encontro para defender o projeto de construção de uma hidrelétrica em Belo Monte, os engenheiros se viram cercado por índios revoltados. Com imagens de arquivo, o apresentador relembra o ataque ao engenheiro Paulo Rezende, ferido com facão. As gravações da época retratam com força o grau de resistência dos povos amazônicos às ambições industriais do governo na região.

 

Para completar este quadro de uma Amazônia de conflitos, Bruce Parry segue caminho pela Transamazônica e encontra, com uma equipe de policiais, uma das faces mais sombrias do desenvolvimento econômico da região: o trabalho escravo.

11/12/2011 - 16h00

Fortunas e Misérias do Eldorado Amazônico

Penúltimo episódio mostra o cotidiano de uma das maiores minas de ouro ilegais do Brasil

Bruce dorme entre as árvores

Bruce dorme entre as árvores

No penúltimo episódio de Amazônia com Bruce Parry, que vai ao ar no domingo (11/12), às 16h00, o explorador britânico vai à procura do metal lendário da Amazônia: o ouro.

Bruce Parry chega a Manaus e, na maior cidade do estado do Amazonas, tem a oportunidade de conviver com uma família de empresários emergentes que enriqueceu com a exploração da floresta amazônica.

Esse encontro com a nova elite de Manaus é o ponto de partida para uma experiência entre duas vivências radicalmente opostas na Amazônia. De um lado, a vida em um dos maiores garimpos ilegais do Brasil onde homens e mulheres buscam incansavelmente a sorte de fortunas rápidas. Do outro, o árduo trabalho científico de ambientalistas que procuram provar ao mundo que a preservação da floresta é o mais lucrativos dos negócios.

A jornada leva Bruce ao sul do Amazonas, a 400 km de Manaus, em uma região de difícil acesso. Apesar de totalmente ilegal, o garimpo de Grota Rica tem crescido sem parar nos últimos anos. Mais de 3000 pessoas vivem em uma vasta clareira de barracas improvisadas onde, não raro, explodem conflitos entre moradores. As condições de vida são precárias, mas a febre do ouro atrai sempre novas levas de garimpeiros.

Bruce se hospeda na pousada de dona Rússia. Proprietária de hotel, mecânica, mineradora e mãe de família solteira, Rússia tem investido muito na comunidade na esperança de vê-la crescer legalmente e colher os frutos no futuro. A anfitriã leva Bruce ao vasto campo de escavações de Grota Rica, local em que a floresta foi completamente devastada.

A extração do ouro é feita por equipes que trabalham o solo aluvial com mangueiras de alta pressão. É um trabalho longo e pesado. Mesmo assim, Bruce consegue integrar um dos grupos de mineração. Bom trabalhador, o documentarista colhe testemunhos preciosos e consegue achar um dos três descobridores originais do ouro na região.

É com certa amargura que Mariano, velho garimpeiro, conta como a mina cresceu tão rápido. Grota Rica nasceu de uma indiscrição. Em uma noite de festa na cidade, um dos dois sócios de Mariano, assoberbado pelo alcool, segredou sua descoberta a desconhecidos. O boato alastrou-se como fogo em palheiro pela região. Nascia, então, uma das maiores minas de ouro ilegais do país.

Mas o metal, conclui o velho garimpeiro, só traz violência. A realidade de uma terra sem lei ilustra estas palavras no último dia de Bruce no acampamento, quando uma briga entre garimpeiros acaba em tiroteio.

A viagem segue e o explorador procura uma outra visão das riquezas da Amazônia. No coração da floresta, Bruce descobre uma equipe de ambientalistas. Eles procuram demonstrar, em suas pesquisas, que a preservação da Amazônia pode ser bem mais lucrativa para o Brasil do que sua simples exploração predatória.

Horário: 16h

04/12/2011 - 16h00

Sabedoria Ribeirinha no Alto Amazonas

Bruce Parry explora a reserva natural de Mamiraua e descobre uma experiência pioneira

Amazônia com Bruce Perry

Amazônia com Bruce Perry

O quarto episódio de Amazônia com Bruce Parry de domingo (04/12), às 16 h, mostra uma experiência pioneira de economia sustentável em uma comunidade ribeirinha.

A jornada de Bruce continua pelo rio Amazonas, em barcos de grande porte, onde redes esticadas entre pilastras acolhem os passageiros para longas viagens. O transporte público fluvial é responsável por um fluxo constante de mercadorias e viajantes entre a Bolívia, Peru e o Oceano Atlântico. Devassas da Polícia Federal não são raras nessas embarcações e Bruce Parry tem, no meio da travessia, a oportunidade de acompanhar a apreensão de um carregamento importante de cocaína.

A expedição chega à metade do caminho quando o explorador atinge a vasta reserva natural de Mamiraua, no Alto Amazonas, lar das espécies mais emblemáticas da Amazônia.

Mais de 11.000 pessoas moram na reserva natural, espalhadas em centenas de comunidades pesqueiras à beira do rio. É este povo ribeirinho, descendente dos primeiros índios, que Bruce quer encontrar.

A equipe de documentaristas aporta em Jaruá, a maior comunidade de pescadores da reserva. A pesca e a caça predatórias eram um perigo para o equilíbrio ambiental da região, até a implementação de um projeto inovador de sustentablidade. Através dele, os ribeirinhos mudaram seu manejo dos recursos naturais.

A experiência bem sucedida de Jaruá tem como alicerce uma troca constante de informações entre conservacionistas e habitantes de Mamiraua. Os ribeirinhos utilizam seu conhecimento único do rio e da floresta para coletar informações e enriquecer pesquisas científicas. Por sua vez, os ambientalistas ensinam a comunidade a pescar e a caçar

Para dar rosto e voz à sabedoria ribeirinha – que alimenta esta troca com ambientalistas – Bruce se hospeda na casa de Tapioca, um dos pescadores mais experientes da região. É época de chuvas torrenciais na Amazônia e vastidões de terra estão submersas. De canoa e arpão, Bruce e seu mais novo professor adentram a floresta alagada. Em Mamiraua, corre a lenda que Tapioca consegue chamar jacaré e ouvir, à superfície do rio, o sopro roco do Pirarucu, o maior peixe de água doce do mundo.

27/11/2011 - 16h00

Em terras índigenas

Bruce Parry explora a segunda maior terra índigena do brasil e convive com lenhadores na floresta

Amazônia com Bruce Parry - Tribo Marubo

Xamã da tribo Marubo

O terceiro episódio de Amazônia com Bruce Parry de quarta-feira (7), às 23h30, mostra uma das maiores reservas indígenas do Brasil. Em sua expedição, o pesquisador Bruce Parry chega ao extremo-oeste do estado do Amazonas. A jornada o leva ao Vale do Javari, a segunda maior terra indígena do país. De acordo com a Funai, o vale abrigaria também a mais importante concentração de tribos isoladas na Amazônia e no mundo.

De barco e canoa, o apresentador da série e sua equipe partem à procura da tribo Marubo que, reza lenda, tem o xamã mais poderoso de toda a região. A nação Marubo fez seu primeiro contato com o mundo moderno há um século . Seus membros são descendentes de diferentes grupos indígenas que fugiram da escravidão advinda com o ciclo da borracha no final do século XIX. Hoje, a tribo se orgulha da força de sua cultura mestiça e de sua capacidade de resistência à influência da civilização moderna.

No caminho para a aldeia Marubo, Bruce Parry encontra velhos amigos da tribo Matis que o acolheram dois anos antes, durante a produção da série Tribe, também para a BBC. Bruce descobre que a comunidade está enfraquecida com o surgimento de vários casos de hepatite. Com apenas 262 representantes, a tribo amarga também a perda de seus xamãs, guardiões de sua cultura e de sua identidade .

Amazônia com Bruce Parry

Ritual xamãnico na tribo Marubo

Em forte contraste com as dificuldades que enfrentam os Matis, a tribo Marubo vive um momento de plenitude cultural. Durante uma semana, Bruce é convidado a participar de um ciclo intenso de cerimônias e fazer prova de determinação em rituais iniciáticos que testam a coragem dos seus participantes.

O apresentador segue viagem e, ao sair da reserva, encontra um grupo de lenhadores embrenhados na floresta. O encontro parece oferecer uma oportunidade única de mostrar o lado humano da exploração madeireira e entender, sem prejulgar, como vivem e quem são os chamados “inimigos da floresta”.

Classificação: 16 anos.

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