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A Grande Música

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Destaques

09/02/2012 - 23h00

Pólos: Brasília

Dois concertos gravados com exclusividade na Embaixada Britânica em Brasília

A Grande Música: Pólos: Brasília

Pólos: Brasília

A Grande Música continua a exibir o ciclo dedicado a alguns centros de excelência e fermentação musical que têm sido parceiros do programa. A edição de quinta-feira (9), às 23h, traz dois concertos gravados na Embaixada Britânica em Brasília. Uma forma de reconhecimento e incentivo ao Encontro Internacional de Violoncelos.

No programa, um repertório variado em duas formações do quarteto que se cultiva desde seus primeiros encontros no London Music Club. Em cada uma, o trio de cordas completa o quarteto com um pianista que conheceu na capital inglesa quando estabeleceu a parceria. E. Elgar - Salut D’Amour, com David Chew, violoncelo; Lorna Griffith, piano; Haroutune Bedelian, violino; Russel Guyver, viola.

As apresentações realizadas na residência do embaixador serviram para reunir convidados do círculo oficial da cultura e representantes diplomáticos. E ainda para registrar o apoio e interesse por músicos e eventos significativos do calendário. As obras mesclam compositores ingleses, brasileiros, além dos diversos nomes da literatura universal da música. H. Villa Lobos - Bachianas Brasileiras Nº 2, com David Chew, violoncelo; e Gerald Robbins, no piano.

Como é de praxe, os conjuntos de câmara se desdobram em combinações de parte dos seus instrumentistas. Isto confere variedade e alternância de timbres e recursos expressivos, conforme as obras e formações que se alternam. O segundo duo que o programa apresenta traz Benjamin Britten, mais um compositor inglês, desta vez com uma peça para violino e piano. B. Britten - Duo para violino e piano, com Lorna Griffith, piano; Haroutune Bedelian, violino.

Para fechar o programa dedicado aos dois concertos gravados em Brasília, novamente o quarteto completo. Neste caso, os integrantes do London Music Club apresentaram o Quarteto para Piano e Cordas de Mozart, uma das obras que cultivam ao longo dos mais de 30 anos de amizade e entrosamento musical. W. A. MozartQuarteto para Piano e Cordas em sol menor, K 478, com: David Chew, violoncelo; Gerald Robbins, piano; Haroutune Bedelian, violino; Russel Guyver, viola.

Horário: 23h

Reapresentação: sábado e domingo, às 3h30

 

02/02/2012 - 23h00

Pólos – Tatuí

Uma cidade com 100 mil habitantes abriga Conservatório com mais de três mil alunos

A edição de A Grande Música de quinta-feira (2), às 23h, abre um ciclo dedicado a alguns centros de excelência e fermentação musical que têm sido parceiros do programa. Para começar, o Conservatório de Música de Tatuí, no Estado de São Paulo.

A Grande Música: Teatro Procópio Ferreira, do Conservatório de Tatuí.

A Grande Música: Teatro Procópio Ferreira, do Conservatório de Tatuí.

Uma cidade com pouco mais de 100 mil habitantes abriga um Conservatório com mais de três mil alunos. Se a proporção já é emblemática, a qualidade dos professores e dos trabalhos desenvolvidos alimentam um calendário intenso e variado.

As gravações foram realizadas no Teatro Procópio Ferreira, do Conservatório de Tatuí. O programa abre com o duo formado pelo violoncelista americano Lars Hoefs e o pianista polonês Marek Zebrowsky, em um concerto dedicado a Chopin. F. Chopin – Polonaise Brilhante; Lars Hoefs, violoncelo/ Marek Zebrowsky, piano.

Concertos, mostras, festivais e masterclasses ocupam o ano todo e envolvem a presença e participação de convidados internacionais, num intercambio. Esses eventos se tornaram cada vez mais importante para a formação de alunos e para a constante atualização dos professores.

Também gravado no Teatro Procópio Ferreira, o concerto dos professores da Universidade de Mannitoba, no Canadá, com repertório que incluiu peças para saxofone e piano e um compositor canadense. S. I. Glick – Sonata para Saxofone e Piano, III movimento; Allan Harrington, saxofone / Laura Loewen, piano.

O pianista polonês Marek Zebrowsky

O pianista polonês Marek Zebrowsky

Os professores internacionais ficaram bastante entusiasmados com a dedicação dos alunos do Conservatório, mesmo comparando com as classes que mantêm nos seus países. Muitos deles voltavam ao Conservatório, conquistados pelo rendimento que obtiveram antes. Outros estavam dispostos a repetir a experiência pelo mesmo motivo. O estímulo para suas apresentações dá sentido a este programa, que volta a exibir o duo de violoncelo e piano em concerto dedicado a Chopin. F. Chopin – Noturno em dó sustenido menor, Op. Póstumo e Mazurka em si menor, Op. 33, Nº 4; Lars Hoefs, violoncelo / Marek Zebrowsky, piano.

Os professores de Mannitoba também apresentaram um programa com obras para violoncelo e piano, e trouxeram Samuel Barber no repertório. Depois de um compositor canadense, o programa fecha com uma sonata escrita por este representante da produção norte-americana. S. Barber – Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 6; Minna Chung, violoncelo/ Laura Loewen, piano.

Direção geral, apresentação e roteiro José Schiller

Direção e edição Gustavo Borjalo

Produção-executiva Cristina Maluhy

Horário: 23h

Reapresentação: sábado e domingo, às 3h30

26/01/2012 - 23h00

Cello Dance

Do barroco ao romantismo, a busca pela expressão da dança em peças para concerto

Cello Dance

Cello Dance

O Cello Dance foi criado pela bailarina e produtora cultural, Mariana Chew, a partir do Encontro Internacional de Violoncelos. Essa reunião abriu espaço para o calendário da dança no Rio de Janeiro e a oportunidade de integração com os intérpretes no palco, que o programa A Grande Música mostra na quinta-feira (26), às 23h.

As coreografias são criadas livremente, muitas vezes a partir de obras que não eram originais para balé. Em alguns casos, também as músicas foram transcritas para formações que surgem no Encontro Internacional de Violoncelos: J. S. BachPrelúdio das Suítes nº 1 e 2 (Lars Hoefs e Mateus Ceccato, violoncelos; bailarinos da Cia. Caetano de Dança, coreografia: Thiago Caetano).

Na continuação, o programa passa do Barroco ao Romantismo. Mais uma vez, a busca de expressar em dança uma peça originalmente composta para concerto. Cada escola estética desafia os coreógrafos e bailarinos a uma solução diferente: F. Chopin Prelúdio op. 28 nº 15 (Claudia Tolipan, piano; Mateus Ceccato, violoncelo; bailarinas Betina Dalcanale, Mônica Barbosa e Viviane Barreto; coreografia: Mônica Barbosa).

Todas as manifestações estão presentes no Cello Dance. Da criação coreográfica sobre compositores “eruditos” até expressões da música pop de nosso tempo. É o caso da coletânea de sucessos dos Beatles, com músicas de Lennon e McCartney servindo de base para uma criação coreográfica: Lennon & McCartney – The Beatles Medley (Quarteto de Violoncelos RICE 2010; bailarinos Diego Cruz, Janaína Casteleti, Lara Benevides, Manuel Gomes, Marcel Anselmé, Mirna Nijs e Priscilla Mota; coreografia: Rodrigo Neri).

O programa retorna a Bach, e uma coreografia solo para o Concerto para dois violinos e cordas. Várias dimensões da proposta do RICE e do Cello Dance. Músicos internacionais se juntam a estudantes e projetos sociais para dar vida à coreografia criada pela própria solista: J. S. BachConcerto para dois violinos em Ré Maior, BWV 1052 (Haroutune Bedelian e Thiago Cosmo, violinos; Orquestra de Cordas da Grota do Surucucu, regente Russel Guyver; Bailarina e coreógrafa Jeanete Guenka).

Outro momento que aprofunda a integração da solista instrumental aos bailarinos. A flautista se mistura aos bailarinos e seu passeio serve para movimentar a cena, participando da coreografia: Luiz Gonzaga Assum Preto / C. Guerra Peixe – Mourão (Sofia Ceccato, flauta; Orquestra de Cordas da Grota do Surucucu, regente: David Chew; bailarinos do Theatro Municipal RJ, coreografia: Betina Dalcanale e Mônica Barbosa)

 

Direção geral, apresentação e roteiro José Schiller

Direção e edição Gustavo Borjalo

Produção-executiva Cristina Maluhy

Horário: 23h

Reapresentação: sábado e domingo, às 3h30

19/01/2012 - 23h00

“Solistas de Câmara de Salzburgo”

Turnê pelo país com o violinista brasileiro Lavard Skou-Larsen

Orquestra "Solistas de Câmara de Salzburgo"

Orquestra "Solistas de Câmara de Salzburgo"

Um grupo de solistas criou uma orquestra de câmara que lhes permitisse aliar a liberdade individual dos solistas com a prática de conjunto. O nome é “Solistas de Câmara de Salzburgo“. Em turnê pelo Brasil, os solistas se apresentaram na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, com o seu diretor artístico, violinista brasileiro Lavard Skou-Larsen. E o telespectador poderá assistir ao concerto no programa A Grande Música de quinta (19), às 23h.

Os músicos vão mostrar algumas surpresas, como a abertura da ópera “A Clemência de Tito“, de Mozart, em versão para cordas, feita por Sigismund Neukomm.

Entre as obras do programa, uma peça da segunda fase do compositor russo Anton Arensky, “Variações sobre um tema de Tchaikovsky”, Op. 35A. Ele foi aluno de Rimsky-Korsakov, mas depois se afastou da proposta do “Grupo dos Cinco” russo, e cultiva em sua obra a influencia e admiração por Tchaikovsky.

Bela Bartók foi responsável por pesquisas musicológicas que serviram de fonte para a sua composição. Os ritmos e estruturas musicais da Hungria marcam as inovações de linguagem presentes em toda a sua obra. A busca de sonoridades, maneiras pessoais de utilizar recursos criados pela vanguarda de sua época, como uma organização particular do serialismo vienense, se mesclam com a inspiração na cultura popular de seu país. De Bartók, “Divertimento para Cordas“.

Astor Piazzolla ilustra bem a fronteira musical da América Latina. Marca uma revolução no tango tradicional e, ao mesmo tempo, sua obra está no repertório dos conjuntos e solistas da música de concerto. O rigor na composição, cuidada em detalhes como poucas vezes se vê na chamada música popular, se alia ao que há de mais expressivo nas manifestações típicas da tradição portenha, como o tango, a milonga e outros ritmos característicos. De Piazzolla, “Libertango”.

Direção geral, apresentação e roteiro José Schiller

Direção e edição Gustavo Borjalo

Produção-executiva Cristina Maluhy

 

Horário: 23h

Reapresentação: sábado e domingo, às 3h30

 

12/01/2012 - 23h00

“Mendelssohn & Bruckner”

Isaac Karabtchevsky e Orquestra Petrobras Sinfônica executam a obra dos dois compositores

Maestro Isaac Karabtchevsky

Maestro Isaac Karabtchevsky

No programa A Grande Música de quinta (12), às 23h, um encontro com a Orquestra Petrobras Sinfônica e seu Regente Titular, o Maestro Isaac Karabtchevsky. Uma obra sinfônica e outra que envolve cantores solistas e coro refletem o sentido de conjunto da orquestra e dimensões diferentes da regência.

A primeira obra do programa é a Sinfonia nº 4 em Lá Maior, Op. 94 – “A Italiana“, de Felix Mendelssohn. Além do apuro formal característico do compositor, o último movimento adota uma dança italiana típica, o “Saltarello”, que fez a peça ser conhecida como sinfonia “A Italiana”. Mostra o entrosamento de maestro e orquestra em uma obra de caráter sinfônico, que mobiliza exclusivamente seu corpo orquestral em uma construção formal bastante clara.

Em seguida, o programa apresenta uma outra abordagem interpretativa. Maestro e orquestra em diálogo e acompanhamento de cantores solistas e coro. É uma formação ampliada, combinando vozes e instrumentos, em que os solistas interagem no estilo e agógica, e a condução da partitura representa realizar este equilíbrio muitas vezes frágil entre as partes. De Anton Bruckner, “Te Deum” em Dó Maior. WAB 45, para Solistas, Coro e Orquestra.

Direção geral, apresentação e roteiro José Schiller

Direção e edição Gustavo Borjalo

Produção-executiva Cristina Maluhy

 

Horário: 23h

Reapresentação: sábado e domingo, às 3h30

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